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Correio da Manhã

Portugal
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Inspetor condenado por desviar 40 mil €

Emanuel Briosa vai cumprir pena efetiva de quatro anos e seis meses em Évora.
João Carlos Rodrigues 12 de Julho de 2017 às 09:20
Emanuel Briosa chegou ontem ao tribunal de Cascais numa carrinha celular dos serviços prisionais de Évora
Emanuel Briosa chegou ontem ao tribunal de Cascais numa carrinha celular dos serviços prisionais de Évora FOTO: Bruno Colaço
Emanuel Briosa estava acusado de ter desviado 200 mil euros de um cofre quando a Polícia Judiciária fazia buscas numa casa na Quinta da Marinha, em Cascais.

Em causa estava a investigação a José Veiga – conhecida como operação Rota do Atlântico –, na qual o empresário é suspeito de envolvimento num esquema de corrupção e luvas em negócios de petróleo e construção na República do Congo.


O inspetor da PJ foi ontem condenado a quatro anos e meio de cadeia – com pena efetiva –, mas o tribunal apenas deu como provado que Emanuel Briosa se apropriou de 40 mil euros em notas.

O valor apontado pelo tribunal foi o mesmo que o inspetor da PJ admitiu ter desviado durante o julgamento –200 notas de 200 euros, retiradas de um cofre onde estavam mais de cinco milhões de euros e de dólares. Ninguém sabe ao certo qual o montante total retirado, uma vez que o crime não foi participado. Aliás, mais de um ano depois do caso – a operação ocorreu a 3 de fevereiro de 2016 –o dinheiro ainda não foi reclamado.

Durante a investigação, Emanuel Briosa admitiu inicialmente ter-se apropriado de apenas 20 mil euros, mas depois, perante o coletivo de juízes, confessou ter deitado mão a 40 mil euros. Ainda durante o julgamento negou ter ficado com qualquer quantia.

O coletivo de juízes afirma que, para a aplicação de uma pena efetiva, foi tido em consideração o facto de o arguido "nunca ter interiorizado a ilicitude do ato praticado", situação agravada por ter sido cometida enquanto exercia funções de inspetor da PJ.
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