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Correio da Manhã

Portugal

Insulto a inspector

"Palhaço!”. O insulto entre-dentes - dirigido a um inspector da PJ - foi, no entanto, suficientemente forte para ser ouvido na sala e em especial pelo colectivo de juízes, ontem, em mais uma sessão do julgamento, no Tribunal de Sintra, de quase duas centenas de agentes da BT, acusados de corrupção.
24 de Maio de 2005 às 00:00
O insulto foi proferido quando o inspector-chefe Baião, da PJ, a instância de um advogado de defesa, justificava a afirmação na sessão anterior de que “os militares da GNR/BT funcionavam como uma associação de malfeitores”.
“Os senhores não têm vergonha? Quem é o senhor que disse ‘palhaço’. Que se levante e mostre a cara e não se encubra pelos colegas”, perguntou zangada Anabela Cardoso, a presidente do colectivo de juízes. Perante o silêncio dos arguidos, a magistrada ameaçou que, a um novo desacato, todos os arguidos iriam “lá para baixo [onde há calabouços e salas] porque não se sabem comportar numa sala de julgamento”.
A segunda testemunha, o inspector Bruno Miguel relatou vários aspectos da investigação e respondeu aos advogados durante mais de seis horas. Autocolantes da BT em carros de empresários, que funcionariam como salvo-condutos, e o ‘fechar de olhos’ dos militares a camiões de certas empresas, em clara transgressão, foram alguns dos casos relatados.
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