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Correio da Manhã

Portugal
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INSULTOS ENTRE AUTARCAS

A vereadora social-democrata da Câmara da Guarda Ana Manso diz ter sido ameaçada pelo seu colega socialista Esmeraldo Carvalhinho. “A senhora merece-as, mas não sou que lhas vou dar. Nem queria acreditar quando ouvi, senti-me ameçada fisicamente”, contou ontem ao CM a autarca do PSD.
25 de Julho de 2002 às 23:22
Tudo se passou numa reunião do executivo camarário, há dois dias, no período antes da ordem do dia. O motivo: os terrenos para a construção do novo hospital da Guarda.

Ainda mal tinham começado os trabalhos quando a vereadora Ana Manso interveio propondo ao executivo que começasse a fazer os trabalhos de casa na questão da localização do hospital. Isto porque a presidente da câmara, Maria do Carmo Borges, já havia dito que cedia os terrenos para esse efeito, segundo recorda Ana Manso.

A intervenção da vereadora não caiu bem na reunião por questões políticas relacionadas com o anterior Governo e com a construção do hospital. O ambiente adensou-se, as vozes subiram de tom e as palavras viraram insultos e agressões verbais. Até à frase de Esmeraldo Carvalhinho: “A senhora merece-as, mas não sou eu que lhas vou dar.”

Assim conta a vereadora do PSD que diz nunca ter passado por tal. “Sinto-me ameaçada, sinto que corro perigo. Foi uma ameaça frontal. E agora quem é que mas vai dar? Se não é ele, então quem é? Fez-me lembrar aquela famosa ‘quem se mete com o PS, leva’”.

Ana Manso diz que vai processar o vereador socialista e aproveita para acusar a presidente da câmara “de negligência, em termos de liderança, por não ter sabido conduzir a reunião”. “Também entrou no insulto gratuito”, afirma, recordando o comentário de Maria do Carmo Borges: “Se quer resolver o problema do hospital vá para directora do hospital.”

O CM tentou ontem, por diversas vezes, contactar o vereador Esmeraldo Carvalhinho mas tal não foi possível. Já o presidente da Federação Distrital do PS da Guarda, Fernando Cabral, escusou-se a fazer declarações sobre um assunto que diz não conhecer em profundidade. Não deixou, porém, de tratar a questão como um “fait-divers”.

Em declarações à Rádio F, a presidente da câmara disse que não comentava questões pessoais e o vereador referiu que se limitou a responder a agressões verbais.
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