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Inter da Boavista renasce na Páscoa

No balneário do Campo das Camélias, na primeira gaveta do lado direito, há duas dezenas de braçadeiras negras que marcam o luto da colectividade. Há quatro semanas, viveu a maior tragédia da sua história: um violento acidente, na variante de Vila Verde, ceifou a vida a quatro jovens jogadores, entre nove ocupantes da carrinha do Inter da Boavista.

09 de abril de 2006 às 00:00

O regresso ao campo não foi fácil. O minuto de silêncio antes do jogo, em memória dos companheiros falecidos, fez correr muitas lágrimas. Depois, o apito inicial do árbitro marcou o recomeço de tudo.

“Os miúdos tinham vontade de voltar”, disse ao CM o presidente do clube, Fernando Portela, minutos antes do jogo de sexta-feira à noite, com o Este Futebol Clube, um dos quatro em atraso. “Os pais, em reunião, decidiram que o melhor era tentar o regresso à normalidade e os psicólogos também entendem que a melhor forma de ultrapassar o drama é enfrentando a realidade. Por isso, aqui estamos.”

O ambiente é bastante diferente. Há mais gente na bancada, há mais pais a ver os filhos jogar e até jornalistas e o presidente da Associação de Futebol de Braga.

“O que aconteceu foi uma fatalidade, mas temos de olhar em frente, pois continuar é a nossa grande vitória”, afirma Paulo Costa, pai do Paulo Manuel, um dos acidentados, que ainda não pode jogar.

O presidente, Fernando Portela, diz que “está toda a gente empenhada em não deixar morrer o nosso clube”. Quanto ao jogo, o que menos importava, o Inter perdeu por 3-2.

Dos miúdos, nenhum quis falar. A emoção ainda é muita.

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