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Correio da Manhã

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Investigação admite que motor não estava a funcionar quando ultraleve caiu em Leiria

Vítimas mortais tinham 43 e 67 anos.
Lusa 12 de Junho de 2019 às 20:17
Ultraleve cai a pique e mata piloto e aluno em Leiria
Duas pessoas morreram em queda de avioneta em Leiria
Piloto e aluno morrem em queda de avioneta em Leiria
Ultraleve cai a pique e mata piloto e aluno em Leiria
Duas pessoas morreram em queda de avioneta em Leiria
Piloto e aluno morrem em queda de avioneta em Leiria
Ultraleve cai a pique e mata piloto e aluno em Leiria
Duas pessoas morreram em queda de avioneta em Leiria
Piloto e aluno morrem em queda de avioneta em Leiria
O organismo que investiga acidentes aéreos admitiu esta quarta-feira que o motor do ultraleve que caiu e se incendiou no Aeródromo de Leiria José Ferrinho, no domingo, causando a morte aos dois ocupantes, não estivesse a funcionar.

Uma nota informativa do Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e de Acidentes Ferroviários (GPIAAF), a que a agência Lusa teve acesso, refere que, "das evidências recolhidas até ao momento, não é possível excluir a possibilidade de o motor não estar a debitar potência no momento da colisão com o solo".

A nota informativa dá conta de que a aeronave ligeira, modelo Bristell, descolou do Aeródromo de Leiria, pelas 15h10, com dois pilotos a bordo para um voo local.

"O voo terá decorrido com normalidade, com a realização de vários circuitos standard, aterragens/descolagens do tipo tocar e andar, incluindo simulação de falha de motor à vertical do aeródromo, com o objetivo de garantir ao piloto comandante, sentado à esquerda, a proficiência necessária na aeronave para mais tarde se sentir confortável para o voo a solo", explica o GPIAAF.

Segundo testemunhas, após cerca de 45 minutos de voo, a aeronave realiza uma passagem baixa na pista 02, sobe com um ângulo pronunciado e efetua uma volta de 180 graus pela esquerda, iniciando nova passagem baixa, desta vez na pista 20.

Após a passagem baixa na pista 20, acrescenta o GPIAAF, a aeronave inicia nova subida pronunciada até cerca de 600 pés (cerca de 183 metros - estimados por testemunhas), com volta novamente à esquerda, iniciando uma descida não controlada com velocidade horizontal reduzida.

"Decorrente da perda de controlo da aeronave, esta descreveu uma trajetória ainda por determinar concretamente, tendo vindo a imobilizar-se a 150 metros a NW (noroeste) da soleira da pista 02. O embate com o solo deu-se praticamente na horizontal, com um pequeno ângulo de nariz em baixo, estimado entre os 15 e os 20° (graus) e com velocidade horizontal praticamente nula", relata o GPIAAF.

Imediatamente após a colisão com o solo, o ultraleve incendiou-se, tendo sido totalmente consumido pelas chamas.

A nota informativa refere ainda que ambos os tripulantes "estavam devidamente autorizados e certificados para a condução do voo" e que a aeronave "estava autorizada a voar de acordo com os regulamentos em vigor".

"A tripulação da aeronave manteve as comunicações bilaterais estritamente necessárias com o serviço de informação de pista do aeroclube de Leiria, sendo que, durante todo o voo, nada foi reportado pela tripulação sobre algum problema ou limitação da tripulação ou aeronave", sublinham os investigadores.

O GPIAAF foi notificado às 16h17, tendo deslocado uma equipa de investigação de aviação civil para o local.

As vítimas tinham 67 e 43 anos, disse anteriormente à Lusa fonte dos bombeiros.
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