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Correio da Manhã

Portugal

Falta de segurança deu duas horas aos assaltantes para roubarem armas em Tancos

Assaltantes fizeram tudo sem qualquer percalço ou sem que tenham sido avistados por guardas da base.
Tânia Laranjo e Nuno de Sousa Moreira 27 de Setembro de 2019 às 21:22
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Falta de segurança deu duas horas aos assaltantes para roubarem armas em Tancos

O assalto à base militar de Tancos durou cerca de duas horas. Nenhum guarda se apercebeu. Um assalto de tal forma tranquilo, com pormenores que envergonham a estrutura militar.

Este foi aliás um dos motivos que levou a que a PJM não permitisse que a PJ fizesse perícias e percebesse que as falhas de segurança comprometiam efetivamente a segurança do Estado.

O roubo do armamento aconteceu, de acordo com a acusação do Ministério Público, a 28 de junho de 2017. Os assaltantes invadiram o Paiol de Tancos por volta das 02h00. Durante as duas horas em que estiveram no interior do complexo, os assaltantes fizeram cinco a seis percursos de ida e volta, de cerca de 500 metros, entre os paióis 14 e 15 e as viaturas situadas no exterior da base. Tudo sem qualquer percalço ou sem que tenham sido avistados por qualquer guarda da base.

Estas deficiências na segurança do complexo militar facilitaram a entrada do grupo de assaltantes, que aproveitou um buraco existente na vedação exterior.

A entrada dos oito assaltantes (um elemento ficou a vigiar as viaturas no exterior) decorre mesmo em frente a uma torre de guarda degradada, sem qualquer militar no seu interior.

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