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Correio da Manhã

Portugal
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Rosa Grilo e amante nas mãos de seis mulheres no julgamento que começa amanhã

Ministério Público chamou a tribunal quatro jurados para ajudarem os juízes a decidir sobre a culpa da morte do triatleta Luís Grilo.
Tânia Laranjo 9 de Setembro de 2019 às 21:20
António Joaquim e Rosa Grilo
António Joaquim e Rosa Grilo FOTO: CMTV

No Investigação CM desta segunda-feira revelamos todos os pormenores sobre o julgamento de Rosa Grilo e do amante, António Joaquim, que começa amanhã.

O Ministério Público chamou a tribunal quatro jurados – algo normal na justiça americana – para ajudarem os juízes a decidir sobre a culpa da morte do triatleta Luís Grilo.

A acusação diz que este foi assassinado com um tiro na cabeça enquanto dormia, quando estava na cama que já não partilhava com a mulher. Terá sido na noite de 14 de julho do ano passado e Rosa assistiu a tudo.

Quem vai decidir se são ou não culpados de homicídio qualificado e profanação de cadáver são seis mulheres e apenas um homem. O único jurado do sexo masculino tem 63 anos, é empresário de Alenquer e tem a quarta classe. À data que estudou era a escolaridade obrigatória e por isso foi aceite.

Ao contrário de tantos outros que depois de terem sido sorteados foram imediatamente afastados da possibilidade de decidir.

Os restantes jurados são mulheres. A primeira é de Odivelas, tem 43 anos e está desempregada. Tem como habilitações literárias o nono ano.

A segunda jurada é de Santo António Cavaleiros. Tem 28 anos, o 12º ano e é rececionista. A falta ao trabalho será justificada bem como as deslocações  e as refeições também serão pagas.

A terceira jurada tem 49 anos. Tem o 6º ano de escolaridade e mora em Odivelas. É assistente operacional.

Todos tiveram de garantir ao tribunal que não tinham qualquer doença ou cadastro. Vão pronunciar-se apenas sobre matéria de facto e não de direito.

As penas – que neste caso podem chegar aos 25 anos de cadeia - são depois decididas pelos juízes, também elas três mulheres que têm nas suas mãos o futuro do casal.

Rosa pode também ser declarada indigna de receber a herança. Os seguros revertem diretamente para o filho, tal como a casa da família.

Uma condenação levaria também a que perdesse a custódia da criança. Está entregue provisoriamente à tia… mas os juízes do tribunalde Menores aguardam uma decisão do processo crime.

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