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Correio da Manhã

Portugal
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IP3 tem betão de má qualidade

A mistura incorrecta dos materiais ou a utilização de areias mal lavadas podem ter estado na origem do envelhecimento precoce do betão das pontes do IP3, no troço que atravessa a barragem da Aguieira.
19 de Março de 2011 às 00:30
O betão das sete pontes no troço que atravessa a barragem da Aguieira começou a esfarelar-se
O betão das sete pontes no troço que atravessa a barragem da Aguieira começou a esfarelar-se FOTO: Ricardo Almeida

A duração das estruturas em cimento em condições de segurança "é, no mínimo, de 50 anos", segundo especialistas em engenharia civil e arquitectura. No caso das sete pontes do IP3 que precisam de reparação, a construção tem 30 anos, pelo que não deveriam ainda apresentar problemas. "Cada caso é um caso, mas pelos sintomas descritos [cimento a esfarelar] podemos estar perante uma situação de má mistura do betão", disse um engenheiro civil ao CM.

Segundo o técnico, basta ter havido um cálculo incorrecto na distribuição dos materiais – cimento, areia, brita e água – para afectar a durabilidade e resistência do betão. Por outro lado, se as areias utilizadas foram de origem marítima e não estavam bem lavadas, podem ter criado vazios, que deixaram entrar humidade na estrutura, causando danos no ferro.

"Costuma dizer-se que o betão é o melhor amigo do engenheiro, porque vai ficando mais forte a cada ano que passa. Se isso não acontecer, é porque a mistura não há-de estar bem feita", conclui.

IP3 BETÃO PONTES
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