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Correio da Manhã

Portugal
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“Irei fazer tudo para que seja libertada”

Maria Antonieta Liz, 63 anos, uma das três portuguesas detidas no aeroporto de Caracas, Venezuela, em Outubro de 2004, a bordo de um avião que tinha mais de 400 quilos de cocaína no porão, chegou ontem ao aeroporto de Lisboa.
12 de Julho de 2010 às 00:30
Antonieta Liz era uma das passageiras do avião onde a polícia venezuelana apreendeu 400 quilos de cocaína
Antonieta Liz era uma das passageiras do avião onde a polícia venezuelana apreendeu 400 quilos de cocaína FOTO: Arquivo CM

Após quase seis anos de prisão, tempo em que sempre se bateu pela sua inocência, alegando não saber que as outras mulheres transportavam droga, conseguiu vir cumprir os três anos de cadeia que lhe restam (condenada a nove) em Portugal. Manuel Salta, advogado de Antonieta, disse ao CM que irá "fazer tudo para que seja libertada".

Chegou ao aeroporto da Portela às 10h00. Embarcara no aeroporto de Maiquetía, a norte de Caracas, ao final da noite de sábado, acompanhada por dois agentes do Grupo de Intervenção dos Serviços Prisionais, tendo feito escala no Funchal antes de desembarcar no continente. Antonieta Liz estará agora a cumprir o resto da pena na cadeia de Tires.

A PJ começou a investigar Virgínia Passos e Margarida Mendes, as outras duas portuguesas de Arraiolos, ainda detidas na Venezuela, no princípio de 2004. A 23 de Outubro desse ano, Antonieta, amiga de Virgínia, foi convidada por esta a viajar num avião fretado da Air Luxor. "No regresso a Portugal, e quando o avião ia sair, o piloto e co-piloto, Luís Santos, estranharam a quantidade de malas no porão e chamaram a polícia", recorda Manuel Salta.

Foram descobertos 400 quilos de cocaína e toda a tripulação e passageiros acabaram presos. Ao fim de 14 meses, o julgamento absolveu toda a tripulação, mas as três passageiras portuguesas foram condenadas a nove anos de cadeia. Antonieta foi a única a interpor recursos. Ao fim de ano e meio, apelou à Procuradoria-Geral da República Portuguesa para acelerar o seu processo de repatriamento para cumprir o resto da pena no país de origem. "O regresso a Portugal foi possível, entre outros aspectos, graças ao apoio consular português, diz Manuel Salta. Apesar de não explicar como o irá fazer, disse que está agora a lutar pela rápida libertação.

PORMENORES

AVIÃO USADO EM ORGIAS

O avião onde a cocaína foi apanhada em Caracas foi apreendido e já terá sido usado em orgias por militares venezuelanos.

TRANSFERÊNCIA

Antonieta Liz desistiu do recurso em 2008, pedindo então transferência para Portugal. 

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