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Correio da Manhã

Portugal
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Irmã exige justiça em morte violenta

A autópsia ao cadáver de Maria Rosa Pinto, a mulher encontrada na semana passada em avançado estado de decomposição, junto a uma conduta de águas pluviais, em Esmoriz, não foi conclusiva quanto à causa da morte, embora não haja dúvidas de que a vítima foi violentamente agredida. Desconhece-se também exactamente quando é que a mulher morreu, presumindo-se, no entanto, que tenha sido há mais de dois meses. A PJ continua a investigar o crime que poderá ter sido cometido por um cliente ou no âmbito de um ajuste de contas.
28 de Outubro de 2008 às 00:30
Emília Pinto não esconde a revolta e espera que se faça justiça na morte violenta da irmã
Emília Pinto não esconde a revolta e espera que se faça justiça na morte violenta da irmã FOTO: José Rebelo

"A minha irmã podia ser prostituta e toxicodependente, mas era um ser humano", justifica Emília Pinto, irmã da vítima, ao CM, lembrando que o cadáver estava irreconhecível e sem nenhuma peça de roupa – inclusive a interior.

O corpo tinha três objectos que conduziram até à sua identificação: um crucifixo e duas pulseiras.

A família comunicou o desaparecimento à GNR, mas, segundo Emília Pinto, foi a família e amigos que a tentaram encontrar. "A GNR chegou a vir cá a casa, para ver se tinha aparecido porque queria notificá-la em processos que tinha pendentes", conta a irmã.

Maria Rosa residia com um companheiro em Lamas, mas toda a família é de Lourosa. Tem um filho de 11 anos, fruto do seu casamento, que se encontra à guarda da Obra do Frei Gil.

Emília Pinto não tem dúvidas de que a irmã foi assassinada. Admite que "alguém a quisesse silenciar" ou que tivesse sido morta na sequência de um assalto.

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