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Correio da Manhã

Portugal

Irmã Maria Clara: "Todas as beatificações têm graças especiais"

Milhares de pessoas reuniram-se este sábado no Estádio do Restelo, em Lisboa, para assistir à beatificação da Irmã Maria Clara, uma cerimónia que juntou fiéis de todo o mundo, movidos pela devoção à "mãe Clara".
21 de Maio de 2011 às 14:14
De São Paulo, no Brasil, vieram mais de 60 pessoas que pertencem à Congregação das Irmãs Hospitaleiras da Imaculada Conceição (CONFHIC), fundada pela Irmã Maria Clara em Portugal
De São Paulo, no Brasil, vieram mais de 60 pessoas que pertencem à Congregação das Irmãs Hospitaleiras da Imaculada Conceição (CONFHIC), fundada pela Irmã Maria Clara em Portugal FOTO: Paulo Cordeiro/Lusa

Espanha, Brasil, Índia, México, Filipinas foram alguns dos países representados na cerimónia deste sábado, presidida pelo cardeal patriarca de Lisboa, José Policarpo, uma celebração "muito especial".         

De São Paulo, no Brasil, vieram mais de 60 pessoas que pertencem à Congregação das Irmãs Hospitaleiras da Imaculada Conceição (CONFHIC), fundada pela Irmã Maria Clara em Portugal e representada em 14 países do mundo.         

"Para a família religiosa, a Igreja hoje reconhecer madre Maria Clara no patamar mais alto da santidade, significa um ponto muito alto na nossa vocação. Se ela conseguiu, nós também podemos conseguir", disse à agência Lusa a representante brasileira, Irmã Maria.         

De Espanha vieram também missionárias da congregação e fiéis comuns, mais de 30 pessoas, que integram o lar de idosos de Quintanar del Rey, em  Cuenca.         

"Viemos com as irmãs da congregação que têm o lar e estamos muito contentes de estar aqui. Este é um acontecimento muito especial, ver chegar aos altares a sua fundadora", afirmou Maruja.         

Também Portugal se fez representar por vários fiéis oriundos de vários pontos do país, inclusive dos Açores, de onde chegaram 70 pessoas.         

"Ela faz-nos um grande apelo à santidade porque viveu a plenitude do evangelho. A esperança é um grande apelo que ela nos lança hoje com esta beatificação", disse à Lusa a Irmã Helena,da congregação dos Açores.         

Apesar de a maioria dos presentes hoje na cerimónia de beatificação a Libânia do Carmo [nome de nascença da irmã Maria Clara] pertencerem às delegações do mundo da CONFHIC, também os comuns fiéis quiseram participar no acontecimento.         

Foi o caso de Fernanda Santos e Joaquina Reis que, movidas pela fé, não quiseram perder o acontecimento dedicado à irmã Maria Clara, a sexta portuguesa a ser beatificada.         

"Todas as beatificações têm graças especiais e esta especialmente também. Nossa Senhora está a avisar-nos de várias coisas e tudo o que pudermos absorver e transmitir não é um dever, é um gosto, um prazer, é a fé", sustentou Fernanda Santos

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