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Correio da Manhã

Portugal
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IRMÃOS DESAPARECIDOS

Foi a primeira vez, desde a morte do pai por doença, há dois meses, que Carlos Pedro da Silva Carvalho – Pedro para os familiares e amigos – lançou o barco ao mar para se fazer à pesca, com o irmão e um amigo. Os três saíram domingo, manhã cedo, de casa, em Sesimbra, e pelas 22h00 ainda não tinham aparecido.
1 de Outubro de 2003 às 00:00
Alarmadas, as famílias avisaram a Polícia Marítima que, imediatamente, desencadeou buscas ao largo do Porto de Abrigo e descobriu, anteontem, um corpo, o do amigo de Pedro; Carlos Augusto Gomes da Silva tinha 47 anos e deixa dois filhos. Motorista de pesados, não sabia nadar.
Já “rijo e muito bom nadador é Pedro”, frisou ao CM a sua irmã. Sandra Isabel da Silva Carvalho pensa que o seu desaparecimento estará relacionado com algum incidente sofrido pelo irmão mais novo, António Jorge, motorista de profissão, que “tem uma deficiência numa perna e num braço por causa de um acidente”. Para esta jovem de 28 anos, o irmão mais velho, com 37 anos e proprietário de uma firma de camionagem, “ficou no mar por não querer deixar o mais novo sozinho”. António Jorge é onze meses mais novo que Pedro.
Clara Pereira, mulher de Pedro, pensa igualmente que alguma coisa, não directamente a ver com o mar, pois estava muito calmo, terá acontecido. “Ou um caiu à água e os outros quiseram salvá-lo...”
Clara falou com o marido pelas 13h00 de domingo. “Foi ele que me telefonou a dizer que estava tudo bem e que iam encostar para almoçar.” Depois, Clara telefonou-lhe por volta das 17h00 e “ele já não atendeu”. “Fui sempre tentando, até perto do meio-dia de ontem [anteontem]...”, quando os telemóveis foram encontrados no barco, a 12 milhas de Sesimbra.
INTACTO COM PRATOS SUJOS
Foi a primeira vez, desde a morte do pai por doença, há dois meses, que Carlos Pedro da Silva Carvalho – Pedro para os familiares e amigos – lançou o barco ao mar para se fazer à pesca, com o irmão e um amigo. Os três saíram domingo, manhã cedo, de casa, em Sesimbra, e pelas 22h00 ainda não tinham aparecido.
Alarmadas, as famílias avisaram a Polícia Marítima que, imediatamente, desencadeou buscas ao largo do Porto de Abrigo e descobriu, anteontem, um corpo, o do amigo de Pedro; Carlos Augusto Gomes da Silva tinha 47 anos e deixa dois filhos. Motorista de pesados, não sabia nadar.
Já “rijo e muito bom nadador é Pedro”, frisou ao CM a sua irmã. Sandra Isabel da Silva Carvalho pensa que o seu desaparecimento estará relacionado com algum incidente sofrido pelo irmão mais novo, António Jorge, motorista de profissão, que “tem uma deficiência numa perna e num braço por causa de um acidente”. Para esta jovem de 28 anos, o irmão mais velho, com 37 anos e proprietário de uma firma de camionagem, “ficou no mar por não querer deixar o mais novo sozinho”. António Jorge é onze meses mais novo que Pedro.
Clara Pereira, mulher de Pedro, pensa igualmente que alguma coisa, não directamente a ver com o mar, pois estava muito calmo, terá acontecido. “Ou um caiu à água e os outros quiseram salvá-lo...”
Clara falou com o marido pelas 13h00 de domingo. “Foi ele que me telefonou a dizer que estava tudo bem e que iam encostar para almoçar.” Depois, Clara telefonou-lhe por volta das 17h00 e “ele já não atendeu”. “Fui sempre tentando, até perto do meio-dia de ontem [anteontem]...”, quando os telemóveis foram encontrados no barco, a 12 milhas de Sesimbra.
LAMENTOS
TRÊS PERDAS
Inconsolável está a mãe de Carlos Pedro e António Jorge, uma mulher de 54 anos que há dois meses perdeu o marido por doença. Mostrando-se ainda esperançada de encontrar os filhos sãos e salvos, segundo amigos, pede a Deus que, se isso não for possível, lhe devolva os corpos do mar.
DOIS FILHOS
Carlos Pedro da Silva Carvalho, o mais velho dos irmãos, casado, não tem filhos. Já António Jorge, mais novo 11 meses, casado, tem dois filhos menores com quatro e sete anos. Carlos Pedro é proprietário de uma firma de camionagem e António Jorge motorista.
BUSCAS
Iniciadas pelas 23h00 de domingo, as buscas prosseguem até serem encontrados os irmãos desaparecidos. Dos meios usados destacam-se duas lanchas da Polícia Marítima de Sesimbra e de Setúbal, um Aviocar da Força Aérea e um helicóptero. Diz quem sabe que o mar costuma devolver os corpos decorridos três dias sobre a tragédia.
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