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Correio da Manhã

Portugal
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Irmãs de homicida em lágrimas no regresso a casa

Souberam dos crimes de madrugada e regressaram do Luxemburgo.
Tiago Virgílio Pereira 28 de Maio de 2016 às 04:33
Populares concentraram-se nas imediações da casa desde o primeiro momento
Populares concentraram-se nas imediações da casa desde o primeiro momento FOTO: Ricardo Almeida
Margarida Gomes e Elizabete Gomes, irmãs do homicida, souberam do crime ainda de madrugada. Viajaram do Luxemburgo, no primeiro voo da manhã, e chegaram à pequena localidade de Faíscas, na freguesia de Arazede, em Montemor-o-Velho, pelas 12h45.

Entraram discretas no pátio da casa, transtornadas com a carnificina que acontecera na noite anterior. Choraram e gritaram, a dor era audível do exterior. Estavam em choque: foi ali que o irmão ‘do meio’ matou os pais e a avó.

A casa onde cresceram transformou-se num inferno, e meia hora depois as irmãs abandonavam a habitação. Refugiaram-se na casa de outros familiares, onde vão ficar até aos funerais.

"Ainda é muito difícil acreditar no que aconteceu. São quatro pessoas amigas que vão embora desta forma trágica. Não sei o que terá passado pela cabeça do Paulo. Há dois meses tirámos um curso e ele estava normal", desabafou ontem José Teixeira, transtornado com os homicídios que deixaram toda a aldeia incrédula.

Durante o dia de ontem, os olhares tímidos e humedecidos quase sempre a focar o chão foram uma constante nos rostos de quem conhecia as vítimas e morava nas imediações. Contrastavam com a curiosidade dos moradores das freguesias vizinhas, que fizeram uma autêntica romaria para confirmar o massacre.
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