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MICRONOVELA

Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

João Araújo deixou de ser advogado de Sócrates por divergências estratégicas

João Araújo defendia um caminho diferente daquele que José Sócrates achava ser o mais correcto, tendo decidido não fazer cedências.

28 de abril de 2018 às 14:56

O advogado João Araújo, que  defendeu José Sócrates no âmbito da Operação Marquês até Fevereiro, diz que deixou a defesa do antigo primeiro-ministro por divergências quanto à estratégia a seguir.

Ao semanário Sol, o jurista nega que fora despedido por Sócrates. "Só se despede as pessoas que estão ao serviço, o que não era o meu caso, não sou despedível", explicou. 

Contudo, João Araújo defendia um caminho diferente daquele que José Sócrates achava ser o mais correcto, tendo decidido não fazer cedências: "Se entendo que um caminho é o devido, qualquer outro é indevido."

 advogado João Araújo, que há cinco anos representa José Sócrates no processo da Operação Marquês, terá abandonado a defesa do antigo primeiro-ministro. Os últimos requerimentos e recursos apresentados em nome do antigo governante foram apenas assinados pelo advogado Pedro Delille.

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