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Correio da Manhã

Portugal
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JOGO ILEGAL TRAI GNR

Um cabo, de 47 anos, e um soldado, de 39, a prestarem serviço na GNR de Almada, foram detidos ontem às 09h30, por elementos da Polícia Judiciária de Setúbal. Os dois militares são suspeitos de corrupção ligada a actividades ilícitas de “jogo ilegal, rifas e máquinas de diversão”, soube o Correio da Manhã junto do Comando-Geral da Guarda.
11 de Setembro de 2003 às 00:00
O jogo acabou por levar os militares a encobrir acções ilegais
O jogo acabou por levar os militares a encobrir acções ilegais FOTO: Mira
As acções podem ter a forma do encobrimento de actividades ilegais e recebimento de verbas provenientes de uma percentagem nos lucros, que chegavam a atingir, de cada vez, os 300 euros.
Segundo o nosso jornal apurou, os militares saberiam, há algum tempo, da actividade de grupos organizados na Margem Sul, concretamente no Feijó, Laranjeiro e Almada, que se dedicavam à exploração de máquinas de jogo e rifas.
No caso do cabo, o mesmo já tinha sido transferido em 30 Janeiro deste ano do posto de Miratejo para o de Almada, por existirem suspeitas da actividade ilegal. “Inclusive foram-lhe retiradas as funções operacionais que exercia para desempenhar trabalho administrativo”, indicaram-nos.
O cabo está na GNR desde 1981 e o soldado entrou em 1989. Agora poderão estar sujeitos a transferência ou expulsão da Guarda.
Não é a primeira vez que tal acontece pois, em Junho de 2002, a PJ desencadeou a operação ‘Jogo Sujo’, em que foram detidos dois cabos da GNR, um chefe e um agente-principal da PSP e ainda um empresário. Havia indícios que civis pagavam para que os elementos da autoridade fechassem os olhos ou que interviessem na eliminação de vestígios.
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