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Correio da Manhã

Portugal
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José Luís d’Orey aflito com dívidas

José Luís d’Orey, o agente comercial desaparecido desde o passado dia 9, terá contactado um amigo a quem confidenciou que saiu de casa devido a problemas financeiros.
17 de Outubro de 2006 às 00:00
José Luís d’Orey saiu de casa, uma moradia na Serra da Arrábida, perto da aldeia da Piedade, no dia 9 de Outubro
José Luís d’Orey saiu de casa, uma moradia na Serra da Arrábida, perto da aldeia da Piedade, no dia 9 de Outubro FOTO: Jorge Godinho
No dia em que desapareceu, d’Orey transportava no carro que conduzia habitualmente – um monovolume Renault Scenic cinzento, com a matrícula 15-BG-35 – uma considerável quantia em dinheiro, que devia ter entregue na ITAU, empresa que vende equipamentos para restaurantes e hotelaria de que ele era agente comercial.
José Luís Albuquerque d’Orey, de 48 anos, segundo fonte próxima da família, lamentava frequentemente aos familiares a difícil situação financeira que vivia.
O irmão, Rui d’Orey, contactado ontem pelo CM, disse que a família continua sem saber nada dele: “Peço ao meu irmão para me ligar a mim ou a alguém da família. Estamos todos angustiados e a passar momentos muito complicados.” Rui renova o apelo que ontem deixou nas páginas do CM. “José Luís diz-nos alguma coisa. Precisamos de saber se estás bem ou não.”
Rui d’Orey confirmou ao CM que durante a semana em que esteve incontactável, o irmão não usou qualquer cartão bancário, não passou pela Via Verde das auto-estradas nem contactou familiares ou quem quer que fosse da empresa onde trabalhava.
ARMAS E PASSAPORTE
Em casa, uma moradia cercada por terreno, em plena Serra da Arrábida, perto da aldeia da Piedade, Azeitão, José Luís deixou o passaporte (já caducado), e todas as armas que possuía. “São algumas, pois ele é caçador. O meu irmão saiu de casa, de fato e gravata para ir trabalhar. Não levou nenhuma mala nem qualquer saco com roupa”, garante Rui Albuquerque d’Orey.
O CM apurou, ainda, que, ontem. a mulher de José Luís, Marina, esteve na Polícia Judiciária de Setúbal onde ficou a saber que as autoridades continuavam a não ter qualquer pista segura sobre o paradeiro do marido.
Fonte da Polícia Judiciária assegurou ao CM que a investigação sobre o desaparecimento de José Luís d’Orey vai continuar. “Quando o encontrarmos, e se em causa não estiver qualquer suspeita de crime, ele tem o direito de nos pedir para não dizermos a ninguém o local onde se encontra. Como é maior de idade e está na posse das suas faculdades mentais, a lei diz que somos obrigados a cumprir esse pedido. Por muito que nos custe, nem à família podemos dizer seja o que for, se for esse o pedido que nos seja feito por qualquer pessoa em idêntica situação” , diz a mesma fonte.
DEIXA FILHOS NA ESCOLA
José Luís d’Orey desapareceu no dia 9, depois de ter deixado os cinco filhos numa escola de Azeitão, arredores de Setúbal. Nesse dia, o agente comercial, oriundo de uma das mais conhecidas famílias portuguesas e casado com uma Mello, era esperado em Lisboa para uma reunião na empresa onde trabalhava, a ITAU. Não apareceu.
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