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Correio da Manhã

Portugal
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Jovem caiu do Sítio

Um jovem de 23 anos sobreviveu a uma queda da falésia do Sítio da Nazaré, de uma altura de cem metros, que ocorreu no sábado à tarde e obrigou os bombeiros a montar uma aparatosa operação de resgate, dadas as dificuldades de acesso ao local.
29 de Agosto de 2005 às 00:00
A queda ocorreu na ‘pata do cavalo’ e o resgate foi muito difícil
A queda ocorreu na ‘pata do cavalo’ e o resgate foi muito difícil FOTO: Luís Filipe Coito
O resgate, assegurado por 15 elementos de duas equipas de salvamento em grande ângulo dos Bombeiros Voluntários da Nazaré e de Alcobaça, foi sempre acompanhado com atenção pelo jovem, que nunca perdeu a consciência, tendo sido transportado ao Hospital de Santo André, em Leiria, onde está a recuperar dos politraumatismos sofridos durante a queda violenta.
As causas da queda não estão ainda apuradas. Na altura, o jovem terá dito que tinha escorregado, explicando que estava a fazer umas fotografias e caiu, mas também não está afastada a hipótese de tentativa de suicídio.
Segundo a nazarena Maria Antónia, a mãe do jovem terá dito que o filho sofria de uma depressão nervosa e no sábado não teria tomado os medicamentos, além de ter entregue o telemóvel e a carteira a quem o acompanhava. Explicou ainda que, noutra ocasião, o jovem terá tentado o suicídio no Facho, sendo impedido pelos amigos.
“Foi uma sorte ter sobrevivido”, disse ontem ao CM Ana Paula, moradora no Sítio da Nazaré, adiantando que, durante o resgate, o jovem “ia levantando a cabeça para ver onde estava”.
No local da queda, situado próximo do ascensor, numa zona conhecida por ‘pata do cavalo’, a falésia tem um muro com cerca de um metro de altura, de onde se avista toda a praia.
“Daqui nunca houve quedas por acidente, foi tudo suicídios”, explicou Ana Paula, defendendo que o local “não tem falta de segurança”, embora admita que “era melhor o muro ser um bocadinho mais alto”.
“Até hoje ninguém caiu de lá para baixo sem querer, houve foi pessoas que se atiraram e só uma é que sobreviveu, porque levava uma gabardina que se prendeu nas rochas”, disse Maria Joaquina, dona de uma casa noutra zona da falésia, à distância de 200 metros, próximo do local de onde várias pessoas se atiraram de carro para o mar.
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