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Correio da Manhã

Portugal
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Jovem de 18 anos vive terror às mãos do namorado: "Se me deixas, mato-te"

Agressor de 17 anos está a ser julgado por violência doméstica contra a ex-namorada, em Vila Nova de Gaia.
Nelson Rodrigues 22 de Abril de 2019 às 01:30
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Agressor de 17 anos está a ser julgado por violência doméstica contra a ex-namorada, em Vila Nova de Gaia.
Conheceram-se pela rede social Facebook, no início de 2017, e em poucas semanas começaram a namorar. Durante seis meses, o arguido, de 17 anos, e a vítima, de 18, viveram juntos na mesma casa, em Vila Nova de Gaia - mas a relação foi marcada pelo terror.

O jovem impedia a namorada de se relacionar com os familiares e amigos. Numa das situações, por se recusar a entregar-lhe o telemóvel, a vítima foi agredida com pontapés na barriga, socos, bofetadas e joelhadas. Com uma pistola ainda a ameaçou: "Vou-te matar".

O agressor já está a ser julgado por violência doméstica e posse de arma proibida. Durante a vida em comum, entre abril e outubro daquele ano, o arguido ameaçou a vítima de morte várias vezes: "Mato-te se me deixares e faço mal à tua família".

Refere o processo que, após a vítima ter denunciado as agressões, em outubro, de 2017, o arguido ficou ainda mais violento e perseguia-a, exigindo que ela reatasse a relação e retirasse a queixa apresentada.

O processo diz ainda que, já em 2018, após a separação, o arguido foi à casa dos pais da ofendida e fez-lhe uma espera. Ligou-lhe para o telemóvel, mas como ela não atendeu, acelerou a viatura em que seguia, à porta da habitação, causando barulho.

A mãe da vítima foi à janela e o agressor gritou-lhe: "Eu vou matar a sua filha, se ela não retirar as queixas contra mim". Furioso fez ainda um disparo de caçadeira que atingiu o carro de um familiar da ‘ex’, partindo um dos vidros.

Agressor nunca cumpriu a medida de coação imposta
Após o primeiro interrogatório, em outubro de 2017, o Tribunal de Instrução Criminal tinha aplicado ao arguido a proibição de se aproximar da casa da ofendida e da instituição de ensino que ela frequentava, num raio de, pelo menos, 800 metros.

Também não poderia contactar com a ex-namorada, nem usar ou deter armas de fogo. O agressor nunca cumpriu essa medida de coação e continuou a ligar à vítima, a enviar-lhe mensagens e a tentar abordá-la à porta de casa.

PORMENORES
Arguido não tinha carta
O arguido responde ainda, no Tribunal de Vila Nova de Gaia, por condução sem habilitação legal, por ter conduzido um carro até à casa da família da ex- -companheira.

Agredida com cadeira
O processo fala também de uma situação em que a vítima foi agredida com uma cadeira, atirada pelo arguido durante uma discussão violenta.

Partiu janela com martelo
Já após a vítima ter apresentado queixa às autoridades, o agressor foi à casa onde a jovem vivia e lançou um martelo contra uma janela.
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