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Correio da Manhã

Portugal
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Jovem mata amante gay a soco e pontapé no Porto

Juan Costela, de 20 anos, desfigurou namorado de 67, a quem arrancou dentes e unhas. Ficou em prisão preventiva.
Manuel Jorge Bento, Patrícia Lima Leitão e Tânia Laranjo 14 de Fevereiro de 2019 às 01:30
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1 - Detido após espancar namorado gay até à morte no Porto
Juan Costela, 20 anos, morava com Fernando Cruz, de 67, desde dezembro, na rua Santos Pousada, no centro do Porto. Segunda-feira à tarde, os dois homens discutiram e e o espanhol agrediu o reformado até à morte, com murros, pontapés e joelhadas. Arrancou-lhe dentes e unhas. Deixou o namorado desfigurado. O corpo só foi encontrado na terça-feira. 

Esta quinta-feira, o suspeito ficou em prisão preventiva.

O homicida - procurado na Europa para cumprir 14 anos de cadeia, em Espanha - foi detido pela PJ pouco depois. Foi ontem presente a juiz e será hoje ouvido em primeiro interrogatório.

Depois da violenta discussão, Juan Costela saiu do prédio e, ensanguentado, dirigiu-se a um operário da construção civil, numa obra contígua ao edifício. Disse que tinha havido uma rixa entre vizinhos. "Pediu ajuda e disse-me para ligar ao INEM", referiu ontem ao CM a testemunha, que não quis ser identificada.

O homicida, natural da Corunha (Galiza), roubara o telemóvel e a carteira à vítima. Deixou os objetos, com a roupa ensanguentada, dentro de um caixote de lixo próximo da habitação.

Só na terça-feira de manhã, após o alerta de uma vizinha da vítima - que estranhou o facto de as janelas terem ficado abertas durante toda a noite naquela casa -, é que o corpo foi encontrado pelas autoridades. A patrulha da PSP foi ao local e chamou a Divisão de Investigação Criminal. Perante a suspeita de crime, foi alertada a PJ do Porto, que deteve o suspeito.

Juan Costela não tinha residência fixa nem profissão. Tinha tentado matar um jovem de 18 anos, em 2017, em Espanha - crime pelo qual já foi condenado a 14 anos. Sobre ele pendia um mandado de detenção europeu e internacional para cumprir a pena.

Foi apanhado pela Polícia Judiciária do Porto e presente ontem a um juiz, no Tribunal de Instrução Criminal do Porto, para ser identificado. 

Vítima foi vista pelos vizinhos horas antes a fazer compras
Fernando Cruz, já reformado, morava há mais de dez anos no número 687 na rua Santos Pousada, no Porto, onde foi morto.

Era conhecido na zona por ser um homem pacato, de poucas palavras, que mantinha uma relação cordial com a vizinhança. Costumava ser visto sozinho ou acompanhado pelo companheiro.

Na segunda-feira, às 15h00, horas antes do crime, foi visto a comprar bens alimentares, sozinho, numa mercearia numa via perpendicular àquela em que morava.

PJ sublinha violência do crime e cadastro do homicida galego
Juan é descrito pela PJ do Porto como um "indivíduo jovem e de forte compleição física". Em comunicado, a Judiciária sublinha o cadastro do suspeito, que "agrediu violentamente a vítima". 

Refere que, apesar de o crime ter sido cometido na segunda-feira à tarde, "os factos apenas chegaram ao conhecimento das autoridades com a descoberta do cadáver, na manhã de terça-feira".

PORMENORES 
Cadáver removido
Fernando Cruz era natural de Gondomar, mas morava no Porto há vários anos. O cadáver só foi removido às 14h30 de terça-feira, após uma manhã de diligências dos inspetores da PJ do Porto.

Funeral sem data
O corpo da vítima foi transportado para o Instituto de Medicina Legal do Porto, para ser autopsiado. Ontem à noite, ainda não era conhecida a data do funeral, que será em Gondomar.

Vítima terminara relação
Fernando Cruz terminara uma relação longa pouco antes de começar o namoro com Juan.
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