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Correio da Manhã

Portugal
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Jovens suspeitos iam a 200 km/h

Minutos antes de chocar com a traseira do camião, em Ourique, o Citröen Saxo, onde seguiam os cinco jovens de Silves que morreram no acidente brutal, foi visto no IC1 a fazer ultrapassagens, em contramão, a cerca de 200 km/h, em zonas com três faixas de rodagem.
26 de Agosto de 2012 às 01:00
GNR apelida o Citröen Saxo como "caixão com rodas", por ser leve mas muito potente. André Mestrinho foi uma das vítimas mortais
GNR apelida o Citröen Saxo como 'caixão com rodas', por ser leve mas muito potente. André Mestrinho foi uma das vítimas mortais FOTO: Luís Guerreiro

Os jovens tiveram morte praticamente imediata após o violento acidente. O carro tinha alterações a nível de motor e, segundo um especialista em programação de automóveis, "é muito fácil atingir os 200 km/h mesmo com cinco pessoas". Fonte da GNR classificou mesmo este carro como "um caixão com rodas", porque "é muito leve, mas tem muita potência".

Segundo a GNR, alguns elementos do grupo "estavam referenciados com a prática de furtos de cobre e tráfico de droga". As autoridades, ao que o CM apurou, suspeitam de que o grupo estava a fugir quando teve o acidente. Dentro da viatura foi encontrado dinheiro, luvas, gorros e ferramentas de corte.

Apesar das suspeitas da GNR, os familiares e amigos estão em choque com a morte dos cinco jovens: Paulo Valpradinhos (Conguito), André Mestrinho (Foguinho), Emanuel Ramos, João ‘Cachina’ e Herbert Lima. "O André foi meu colega no Modelo, em Silves, mas nunca me pareceu que se metesse na má vida. Só gostava de se divertir", referiu ao CM um amigo de 22 anos, que teve uma filha há três meses.

As autópsias aos corpos são feitas amanhã em Beja e os funerais só serão realizados terça ou quarta-feira.

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