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Motorista da Bolt agride violentamente duas jovens em Lisboa

Plataforma eletrónica de transporte expulsou o motorista acusado de agressões.

08 de abril de 2019 às 16:19

Duas jovens afirmam ter sido vítimas de agressões por parte de um motorista da plataforma eletrónica de transporte de passageiros Bolt (antiga Taxify). As agressões ocorreram no dia 4 de abril, na Avenida da República, em Lisboa.

Uma das jovens, Tânia, relatou a agressão no Facebook. Tinham acabado de jantar quando a amiga pediu um carro através da aplicação Bolt. O plano era passar pelo Cais Sodré, onde sairia uma das amigas, e seguir até à Amadora. À entrada no automóvel, avisaram que seria feita uma paragem no Cais Sodré e que o itinerário seria modificado na aplicação.

Porém, o motorista mostrou resistência, lê-se no testemunho. "O motorista foi arrancando com o carro devagarinho e começou a argumentar connosco explicando que a Taxify/Bolt não lhe paga que ele parasse no Cais do Sodré, inicialmente os ânimos estavam tranquilos e ainda chegámos a brincar os três, até que lhe tentámos nós explicar que seria de facto importante para nós perceber se o senhor pararia no Cais do Sodré ou não pois eu tinha um barco para apanhar no prazo de 15 minutos e caso não fosse possível para este senhor, a viagem seria cancelada e pediríamos outro carro."

"Vocês não me entendem porque a Taxify/Bolt não me paga", afirmava o motorista. Tânia terá avisado que ia cancelar a viagem. De seguida o motorista exigiu que as duas passageiras saíssem da viatura, o que recusaram.

À recusa, seguiram-se as agressões: "O sujeito saiu porta fora do carro e veio em direção à minha porta, agarrou-me e tentou arrancar-me a força de dentro do carro. Rasgou-me todo o meu casaco e mandou-me para o chão no meio da estrada. À Ksenia que ainda se encontrava dentro do carro ele deu-lhe uma palmada/soco na cara deixando-a a cara em sangue, rebentando-lhe o nariz e um pouco do lábio superior. Assim que eu caí no chão ele entrou para dentro do carro junto da Ksenia e começou a puxá-la, puxando até pelos cabelos. Gritei, pedi ajuda, tentei ajudar a Ksenia e tudo o que eu vi foi aquele sujeito em cima dela como se fosse um louco obrigando-a a sair de dentro do carro para que ele fugisse", escreveu Tânia.

Segundo a publicação no Facebook, foi apresentada uma queixa contra o motorista. A Bolt afirma colaborar com a investigação policial às agressões a passageiras. 

"A empresa está em contacto com a cliente e está a tentar contactar o motorista, sendo que este está bloqueado até obtermos novas informações. Até lá, a Bolt está 100% disponível para participar na investigação policial", disseram em resposta à SÁBADO.

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