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Correio da Manhã

Portugal
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Jovens arriscam penas de prisão

As três raparigas faltaram às aulas após o almoço e inventaram sequestro como desculpa.
Fátima Vilaça 18 de Abril de 2015 às 16:15
Polícia Judiciária de Braga enviou caso de simulação de crime para o Ministério Público
Polícia Judiciária de Braga enviou caso de simulação de crime para o Ministério Público FOTO: secundino Cunha
Durante várias horas, as três jovens, entre os 15 e os 17 anos, conseguiram manter a versão de que tinham sido sequestradas por um grupo e levadas à força para o interior de uma casa desabitada, em Prozelo, Amares. Mas a insistência dos inspetores da PJ de Braga para darem mais pormenores sobre os sequestradores levou as raparigas a revelarem a verdade: que inventaram tudo para justificar terem faltado às aulas.

A "brincadeira" de quinta-feira é punível (simulação de crime), para as jovens com mais de 16 anos (idade a partir da qual se tem responsabilidade criminal), com pena até um ano de prisão ou 120 dias de multa. O caso já foi enviado para o Ministério Público.

As três raparigas, alunas do 10º e 11º anos da Escola Secundária de Amares, foram encontradas na quinta-feira, às 13h30, pela GNR, de mãos atadas e olhos vendados. Aos militares, contaram que tinham sido sequestradas na zona do Gerês e levadas até àquela moradia.

A GNR alertou a PJ e foi montada uma verdadeira caça aos homens. "Disseram-me para me fechar em casa e não abrir a porta a ninguém", contou ao CM, ainda assustada, uma idosa, vizinha da casa invadida, que pertence a um emigrante.

As três raparigas residem em Valdozende, no concelho de Terras de Bouro.

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