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Correio da Manhã

Portugal
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Júdice contesta estilo de Marinho

José Miguel Júdice, ex-bastonário dos advogados, exprimiu ontem à noite, em debate na SIC Notícias, sérias dúvidas de que o recém-eleito Marinho Pinto consiga “limitar o acesso à advocacia” e consequente “proletarização” e “perda de prestígio” da profissão.
8 de Dezembro de 2007 às 00:00
O ex-bastonário critica ainda Marinho Pinto por fazer “críticas categoriais [juízes]” sem distinguir os exemplos negativos e por se permitir “colocar em causa a ética de um colega” eleito presidente do Conselho de Jurisdição, José António Barreiros.
O bastonário eleito da Ordem dos Advogados disse estar “confiante e com força” para cumprir o programa a que se propôs, “sufragado pela maioria dos advogados”, incluindo “limitar o acesso à profissão”. Sobre as “críticas categoriais”, defendeu que “estão em causa instituições [advocacia e magistratura] e não indivíduos”. Enquanto bastonário, prometeu “postura institucional e pugnar pela unidade”, ao que Júdice o acusou de dizer o “óbvio ululante”.
Após as duras críticas proferidas de manhã por Júdice, num debate na Universidade Católica, no Porto, em que acusou o actual bastonário de ser “populista como Chávez e Mussolini” e avisou que, “se o deixarem, dá cabo da profissão”, esperava-se uma discussão mais acesa.
Mas Júdice esclareceu que, apesar das divergências “de fundo”, não está incompatibilizado com Marinho Pinto, ao contrário do que se passa com Rogério Alves, a quem acusa de “mentir e conspirar” e de “falhar rotundamente” como bastonário.
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