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Correio da Manhã

Portugal

JÚDICE CONTRA NABAIS

Os gerentes das sete empresas extractoras de areias, que ontem foram acusados como co-responsáveis na queda da ponte, vão ser defendidos pelo bastonário da Ordem dos Advogados, José Miguel Júdice. Do outro lado, representando as famílias estará o mediático João Nabais, a escolha da associação de familiares.
17 de Janeiro de 2003 às 01:25
Apesar de não haver nenhuma acusação formal, uma vez que o processo está ainda em fase de instrução, Júdice explicou ao CM que representa “estas empresas há algum tempo” e que prefere “não fazer comentários sobre uma situação concreta que oficialmente desconhece”.

Já os areeiros, e nomeadamente a Associação de Indústrias Extractoras do Norte, passaram ontem, ao contra-ataque e classificam a acusação dos familiares como "a continuação de uma campanha com o objectivo de denegrir e prejudicar a imagem dos areeiros". Segundo Fernando Jorge, líder da associação, "há que agir em conformidade perante manobras, que não passam de pressões, de pessoas que querem tirar proveito da situação".

O mesmo responsável adianta que "a investigação profunda do Ministério Público à actividade dos areeiros não encontrou qualquer indício que pudesse levar à sua acusação" e acrescenta: "Estamos tranquilos porque sabemos que não há nada de novo e acreditamos que a Justiça o irá reconhecer também."

Às acusações dos areeiros, os familiares respondem afirmando que "a dita campanha começou no dia 4 de Março de 2001, quando centenas de pessoas se viram confrontadas com o drama da perda de 59 vidas naquela ponte".

Horácio Moreira não quer alimentar polémica, mas diz que "foi encontrada matéria no processo do Ministério Público que as famílias entendem não estar completamente esclarecida". "Queremos que se explique, porque existem tantos relatórios a acusar a extracção de inertes como causa do colapso e depois nenhum dos areeiros é chamado à Justiça", acrescenta.
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