Barra Cofina

Correio da Manhã

Portugal
1

JUDICIÁRIA ANALISA PROVAS SOBRE MORTE DE JOANA

A Polícia Judiciária de Faro continua a manter silêncio sobre o caso de Joana, a menina da Figueira desaparecida e presumivelmente morta no passado dia 12 de Setembro.
19 de Outubro de 2004 às 00:00
O Correio da Manhã soube que a equipa responsável pela investigação esteve reunida ontem de manhã, mas terá decidido não divulgar publicamente a eventual existência de novos dados sobre o crime, cujos contornos têm chocado o País.
Entretanto, na aldeia onde morava a menina de oito anos, alegadamente morta pela mãe, Leonor Cipriano, e pelo tio, João, continuavam ontem a fazer-se sentir as ondas de choque das recentes notícias sobre a possibilidade o corpo de Joana ter sido esquartejado e dado a animais.
Tais dados terão sido obtidos pela PJ durante um interrogatório efectuado a Leonor Cipriano, durante o qual a suspeita terá referido uma certa pocilga, nas proximidades da Figueira. A mulher, que já teria admitido o incesto com o irmão – presumível causa do espancamento de que foi vítima Joana quando surpreendeu os suspeitos no acto sexual – terá ainda feito essas afirmações diante do marido, António Leandro.
Populares ontem contactados pelo CM mostraram-se “horrorizados com a ideia de que tal coisa possa ter acontecido”, duvidando de que isso seja verdade.
“A Leonor é uma mulher fraca de espírito e, uma vez pressionada, deve dizer qualquer coisa que lhe venha à cabeça só para a deixarem sossegada”, referiu-nos um morador, que solicitou o anonimato, mas que não conseguiu reprimir um desabafo: “Encontrem o corpo, pois só assim poderemos ficar descansados”.
Na sucata onde trabalha o padrasto de Joana, perto de Alcalar, o dia de ontem foi anormalmente calmo. Com excepção de alguns jornalistas e de um ou outro cliente – “são cada vez menos” garantem os proprietários – apenas uma viatura da PJ foi vista no local, de manhã.
PORMENORES
'INVENÇÃO'
“Não acredito que eles tenham morto a Joana e depois a tenham dado aos porcos. Onde é que estão os ossos? É mais uma invenção da Leonor e do João, que não fazem senão enrolar a PJ”, disse Paulo Guerreiro, pai biológico de Joana.
ARCA
Na arca frigorífica que a PJ levou da casa de Joana, na madrugada de quinta-feira, a mãe do padrasto disse que só “havia ossos de porco e uma galinha com penas”. “Será que pensam que comemos a criança?”, indignou-se.
DOENTE
O padrasto de Joana esteve doente nos últimos dias. António Leandro emagreceu bastante desde o desaparecimento da merina que lhe chamava “pai” e da detenção da mulher, Leonor, por suspeita de envolvimento no crime.
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)