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Correio da Manhã

Portugal
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JUDICIÁRIA ESTAVA À COCA

Um dos quatro indivíduos capturados anteontem na sequência do tiroteio registado na A2, estava a ser procurado pela Polícia Judiciária, por suspeita de envolvimento num assalto à mão armada a uma loja de telemóveis na Lousã.
4 de Dezembro de 2004 às 00:00
Segundo apurou o Correio da Manhã, a PJ de Coimbra estava na posse de um mandado de captura para detenção do indivíduo, depois de ter reunido provas que o implicavam no roubo, com sequestro, ocorrido em Maio deste ano, no centro da Lousã.
Na sequência desta investigação foram detidos mais dois jovens, com 19 e 21 anos, por suspeita de participação no mesmo assalto, revelou ontem a Directoria de Coimbra da PJ. Um dos presumíveis assaltantes foi detido na Suíça, ao abrigo de um mandado de captura internacional emitido pelas autoridades portuguesas. De acordo com os investigadores policiais, o indivíduo terá viajado para aquele país com receio de ser apanhado.
Aproveitando-se do facto de haver familiares seus emigrados na Suíça, o suspeito integrou-se na comunidade, sendo aceite, inclusive, como atleta de uma equipa de futebol.
Para consumar o assalto à loja da Lousã, os três indivíduos terão utilizado duas viaturas furtadas. Uma na periferia de Lisboa, onde todos tinham residência, outra em Coimbra. Os dois carros foram abandonados após o roubo.
Ouvidos no primeiro interrogatório judicial, os detidos ficam a aguardar o julgamento em prisão preventiva. Um dos suspeitos tem antecedentes criminais.
TRANCADO NA CASA DE BANHO
O assalto à loja da Vodafone, na Lousã, deixou marcas na funcionária do estabelecimento. A rapariga estava sozinha quando entraram os três indivíduos encapuzados, de pistola em punho, ameaçando-a de morte. Depois de a avisarem de que se gritasse a matavam, os assaltantes levaram-na para a casa de banho, onde a deixaram trancada. Ao mesmo tempo, fecharam a porta de entrada da loja e retiraram perto de 30 telemóveis topo de gama, do interior das caixas originais. Tudo isto se passou a um sábado, a meio da manhã, sem que ninguém desse por nada. Além dos telefones móveis, o trio roubou um computador portátil e perto de 2000 euros em dinheiro, que estavam na caixa registadora. No final, abandonaram o estabelecimento tranquilamente, dando passagem a uma cliente. Foi esta cliente, aliás, que ouviu os gritos abafados da empregada e chamou as autoridades.
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