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Correio da Manhã

Portugal
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JUDICIÁRIA NEGA AGRESSÕES A INCENDIÁRIOS

Um inspector da Polícia Judiciária (PJ) negou ontem no Tribunal da Marinha Grande ter agredido os indivíduos suspeitos de incendiar o Pinhal de Leiria, em Agosto do ano passado.
9 de Julho de 2004 às 00:00
Na primeira sessão do julgamento, três dos quatro arguidos disseram que os elementos da PJ os agrediram para os obrigar a confessar o crime, mas a versão foi contrariada pelo inspector titular do processo.
Segundo o investigador, quando os suspeitos deram entrada nas instalações da PJ de Leiria, “já tinham confessado a autoria dos crimes”.
Os quatro indivíduos acusados pelo Ministério Público têm entre 18 e 42 anos e foram detidos a 5 de Agosto, três dias depois do início do incêndio de grandes proporções, que devastou 2648 hectares de pinhal e provocou prejuízos superiores a cinco milhões de euros.
Dois dos acusados estão em prisão preventiva, um em liberdade e outro, o mais velho, encontra-se em parte incerta. Na altura da detenção foram identificados mais dois jovens, com 16 e 13 anos, arrolados como testemunhas. Ontem foram ouvidas várias pessoas indicadas pela Acusação e Defesa, cujas declarações deram a entender que a dimensão do fogo podia ter sido evitada se os bombeiros da Marinha Grande não estivessem tão desfalcados de meios quando deflagraram as chamas.
Nesse dia, registaram-se 47 incêndios no distrito de Leiria. As testemunhas referiram ainda ter encontrado pneus no meio da mata, que terão sido usados para lançar o fogo.
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