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Correio da Manhã

Portugal
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Juiz Carlos Alexandre aceita proposta de caução de Luís Filipe Vieira

Ex-presidente do Benfica terá de entregar documentos se quiser sair em liberdade. Prestação do filho já foi aceite.
Correio da Manhã e Lusa 5 de Agosto de 2021 às 14:47
O juiz 
Carlos Alexandre é o responsável pelo processo
O juiz 
Carlos Alexandre é o responsável pelo processo FOTO: Pedro Zenkl/agência zero
O juiz Carlos Alexandre aceitou a proposta de pagamento de Luís Filipe Vieira da caução de 3 milhões de euros.

O CM sabe que o ex-presidente do Benfica terá de entregar documentos se quiser sair em liberdade e que o juiz Carlor Alexandre só deverá decidir esta sexta-feira se aceita a pretação da caução, numa altura em que Vieira aind atem que fazer a entrega de dinheiro e as escrituras.

A proposta em causa é de entrega de dois imóveis no valor de 2,8 mihões de euros e de 240 mil euros em dinheiro. Os imóveis em causa dois imóveis pertemcem à sociedade Royal Brick, que é detida pelos dois filhos do ex-presidente encarnado.

O CM apurou que a caução do filho de Luís Filipe Vieira já foi aceite por Carlos Alexandre.

Vieira, que se encontra em prisão domiciliária desde 10 de julho, permanecerá, no entanto, com termo de identidade e residência após o pagamento da caução.

O pagamento vai ser feito através da constituição de uma hipoteca sobre os imóveis e do depósito de 200 mil euros.

Na primeira proposta de pagamento da caução, recusada pelo juiz Carlos Alexandre, Vieira queria dar como garantia ações do Benfica e parte de um imóvel, situado em Sesimbra.

No processo Cartão Vermelho, Luis Filipe Vieira, além da prisão domiciliária até ao pagamento de uma caução de três milhões, tem como medidas de coação a proibição de sair do país, com a entrega do passaporte, e de contactar com os outros arguidos do processo: o empresário José António dos Santos e o advogado e agente Bruno Macedo, sendo a exceção o seu filho Tiago Vieira e de vários elementos ligados ao Novo Banco.

Luís Filipe Vieira foi um dos quatro detidos no início de julho numa investigação que envolve negócios e financiamentos superiores a 100 milhões de euros, com prejuízos para o Estado, SAD do Benfica e Novo Banco e está indiciado por abuso de confiança, burla qualificada, falsificação de documentos, branqueamento de capitais, fraude fiscal e abuso de informação.

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