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Correio da Manhã

Portugal
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Juiz manda investigar colega de colectivo

Anabela Cardoso, juiz-presidente do processo de corrupção na Brigada de Trânsito (BT) da GNR, ordenou que se extraísse uma certidão do processo com as declarações de um colega seu de colectivo, e que a mesma fosse enviada ao Conselho Superior de Magistratura.
14 de Julho de 2005 às 00:00
Em causa estão as declarações do juiz Paulo Barreto que, durante a sessão de ontem no Tribunal de Sintra, disse a uma testemunha para “ter vergonha”.
Manuel Ferreira, comerciante dos arredores de Coimbra, foi arrolado como testemunha de defesa do arguido Alfredo Pires, e recordou em Tribunal um episódio do Natal de 1999. “O sogro do Alfredo Pires foi ao meu armazém para vender vinho, e eu paguei com um cheque que me foi entregue por um cliente”, referiu a testemunha.
Cerca de três anos depois, Manuel Ferreira é informado que Alfredo Pires, militar da BT, estava em prisão preventiva. “Fui visitá-lo, e ele disse-me que estava preso por causa do meu cheque, pedindo-me para ir testemunhar por ele”, acrescentou.
Duvidando da história, Paulo Barreto, membro do colectivo de juízes, adverte a testemunha de que está a mentir. “Devia era ter vergonha”, opinou. Após protesto do advogado de Alfredo Pires, Anabela Cardoso, presidente do colectivo, ordenou que o Conselho Superior de Magistratura fosse informado do episódio, para “os procedimentos tidos por convenientes”.
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