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Correio da Manhã

Portugal
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Juiz mantém Manuel Godinho em prisão preventiva

Manuel Godinho, um dos arguidos do processo 'Face Oculta', vai permanecer em prisão preventiva por decisão do juiz de instrução criminal, anunciou esta quarta-feira o seu advogado, Artur Marques, que vai recorrer da decisão. Artur Marques acrescentou que o prazo para a prisão preventiva é 28 de Fevereiro, após o qual o arguido terá de ser libertado.
12 de Janeiro de 2011 às 11:40
Manuel Godinho é o único arguido do Processo 'Face Oculta' em prisão preventiva
Manuel Godinho é o único arguido do Processo 'Face Oculta' em prisão preventiva FOTO: Lusa/Paulo Novais

Manuel Godinho, o único arguido deste processo em prisão preventiva, tinha pedido a alteração da medida de coação em função das suas condições de saúde, já que sofre de problemas cardíacos e diabetes, mas o juiz Carlos Alexandre deu razão ao Ministério Público e decidiu mantê-lo detido.

O arguido, preso preventivamente desde 28 de Outubro de 2009, é o arguido mais incriminado no processo, estando acusado de 60 crimes (estava  inicialmente indiciado de 30).

O empresário das sucatas está acusado de um crime de associação criminosa, 20 de crimes de corrupção, oito de tráfico de influência, três crimes de furto qualificado, 15 crimes de burla (um dos quais na forma tentada), 12 de falsificação de notação técnica e ainda um de perturbação de arrematação pública.

O processo 'Face Oculta' investiga alegados casos de corrupção e outros crimes económicos de um grupo empresarial de Ovar que integra a O2-Tratamento e Limpezas Ambientais, a que está ligado Manuel José Godinho.

Entre os arguidos estão personalidades como o então presidente da REN-Redes  Energéticas Nacionais, José Penedos, que foi suspenso de funções pelo juiz de instrução; e Armando Vara, ex-ministro socialista e que se demitiu do Millenium/BCP, onde desempenhou funções de administrador.

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