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Correio da Manhã

Portugal
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Sócrates nas mãos de juiz comentador

Rui Rangel já criticou publicamente a investigação.
Eduardo Dâmaso(eduardodamaso@sabado.cofina.pt) e Tânia Laranjo 28 de Agosto de 2015 às 02:00
Magistrado está na Relação de Lisboa e vai decidir caso
Magistrado está na Relação de Lisboa e vai decidir caso FOTO: Mário Cruz/Lusa e Manuel Azevedo
Rui Rangel, o juiz que já comentou várias vezes os contornos do processo Marquês – e apontou mesmo eventuais ilegalidades na prisão de José Sócrates – vai agora decidir um recurso relativo ao ex-primeiro-ministro do PS, em preventiva há nove meses.

O magistrado foi sorteado para apreciar mais uma ilegalidade invocada pela defesa do ex-governante e o processo foi-lhe distribuído a 13 de julho. O juiz Francisco Caramelo, também da 9ª secção, será chamado a pronunciar-se. Caso as posições sejam contrárias, o voto de qualidade pertence ao juiz que preside a secção, Trigo Mesquita.

A situação está a causar polémica. Rui Rangel já tomou várias posições públicas que questionam a investigação. Admitiu mesmo que a prisão pudesse ter sido ilegal, disse depois que o facto de José Sócrates não ter sido ouvido aquando da reavaliação dos pressupostos consistia numa irregularidade. Considerou mais tarde que, caso as suspeitas de corrupção fossem relativas ao período em que era primeiro-ministro, a sede para investigar o processo era o Supremo.

Recentemente, à TVI24, e depois de o juiz ter mantido Sócrates preso após este recusar a pulseira eletrónica, Rangel admitiu que ficasse a ideia de que a justiça era "vingativa".

Esta quinta-feira, foi distribuído outro recurso à 5º secção, que ficou com o juiz Simões de Carvalho.
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