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Correio da Manhã

Portugal
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Juíza bloqueia prisão de fugitivo

Um traficante de droga, evadido da cadeia de Coimbra, foi localizado pela PJ em Porto de Mós, mas só ao fim de cinco meses os inspectores foram autorizados pelo tribunal a fazer uma busca domiciliária, apesar de haver a suspeita de que mantinha o negócio. Resultado: detiveram o fugitivo, mas da droga nem sinal.
16 de Fevereiro de 2010 às 00:30
Só passados cinco meses a PJ teve autorização para fazer a busca domiciliária e deter o fugitivo
Só passados cinco meses a PJ teve autorização para fazer a busca domiciliária e deter o fugitivo FOTO: Carlos Almeida

A investigação, segundo apurou o CM, foi iniciada pela PJ de Leiria a 2 de Setembro de 2009, com base numa informação recebida por um inspector. Nas diligências junto à casa do suspeito, de 46 anos, na zona da Mendiga, os investigadores descobriram que era procurado para cumprir seis anos de prisão por tráfico. E recolheram indícios de que recebia "heroína e cocaína com elevado grau de pureza", que venderia, "apenas a traficantes, e como tal, sempre em quantidades não inferiores a 100 gramas".

O Ministério Público validou os dados e remeteu-os para a juíza de Instrução do Tribunal de Alcobaça para emissão dos mandados de busca. Porém, a magistrada considerou os autos "incipientemente instruídos", com falta de elementos probatórios, e não autorizou as buscas.

O MP teve de recorrer para o Tribunal da Relação de Coimbra para que os documentos fosses emitidos, como sucedeu. A PJ deteve o homem passados cinco meses, na última semana, mas não encontrou droga.

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