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Correio da Manhã

Portugal
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Juíza requer perícias psicológicas a Rosa Grilo e amante António Joaquim

Julgamento da morte do triatleta Luís Grilo começa em breve.
11 de Maio de 2019 às 00:04
Rosa Grilo, António Joaquim
Rosa Grilo, António Joaquim, tribunal
António Joaquim
Rosa Grilo, António Joaquim
Rosa Grilo, António Joaquim, tribunal
António Joaquim
Rosa Grilo, António Joaquim
Rosa Grilo, António Joaquim, tribunal
António Joaquim
A juíza requereu perícias psicológicas e ordenou relatórios aos amantes Rosa Grilo e António Joaquim, no julgamento da morte do triatleta Luís Grilo, que começa em breve.

O amante quer maior proteção e pediu para mudar de tribunal, segundo sabe o CM.

Recorde-se que Rosa Grilo escreveu uma carta, poucos dias antes de ser presa, a um amigo polícia que trabalhava com o casal na empresa de informática. Pedia-lhe que a ajudasse na defesa e dizia-lhe logo que ele também conhecia os excessos de Luís.

"Agora todos me condenam por ter um amante, mas todos sabemos que o Luís não era nenhum santo", escrevia Rosa, perguntando ao amigo se confiava nela. "É muito importante saber em quem eu posso contar e eu tenho a certeza de que és meu amigo, assim como eras do Luís", diz a viúva Rosa numa carta, na qual garante que só quem não a conhece pode pensar que foi capaz de cometer um homicídio.

Foi a este amigo que Rosa entregou o seu diário, dizendo-lhe que podia mostrá-lo a quem quisesse. Aí, contava como tinha sido pressionada pela polícia a mentir e jurava que o marido tinha sido assassinado por angolanos.

À Polícia Judiciária, o amigo contou uma história diferente. Disse não ter ficado surpreendido com a prisão de Rosa, porque sabia que o casal estava desavindo. Também estranhou muitos dos comportamento da viúva nos dias a seguir ao homicídio do triatleta.

O processo que agora vai chegar a julgamento mostra que não foi Rosa quem primeiro falou dos angolanos. Foi uma amiga de Luís que disse à PJ que o triatleta estaria envolvido no tráfico de ouro, mas quando Rosa foi confrontada com essa hipótese disse à polícia que a amiga era "chanfrada". "A bota não bate com a perdigota", afirmou, usando uma expressão popular e dizendo que era mentira tal hipótese.
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