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Correio da Manhã

Portugal
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Juíza vai ajudar defesa do pai que matou ex-genro

A juíza Ana Joaquina Carriço, que trabalha no Tribunal de Ílhavo, pediu uma licença sem vencimento para poder ajudar os advogados a prepararem a abertura da instrução do caso do pai, o engenheiro que há três meses matou o ex-genro a tiro Cláudio Rio Mendes, no parque da Mamarrosa, em Oliveira do Bairro.
21 de Maio de 2011 às 00:30
Ana Carriço vai dedicar-se à defesa do pai, preso por ter morto o ex-genro com a neta ao colo
Ana Carriço vai dedicar-se à defesa do pai, preso por ter morto o ex-genro com a neta ao colo FOTO: Nuno Fernandes Veiga

O objectivo de Ana Joaquina é preparar a defesa do pai em tribunal ao pormenor e fazer os possíveis para que o juiz de instrução criminal desqualifique o crime para homicídio simples, ao contrário do Ministério Público que entendeu que aquele era qualificado.

A juíza não deu indicações ao tribunal sobre a data em que irá regressar. A magistrada pode mesmo entender prolongar a licença e ficar exclusivamente a ajudar o pai até ao julgamento. Já a família do advogado Cláudio Rio Mendes continua sem conseguir ver a filha daquele, que estava ao colo do avô no momento do crime. Na passada segunda-feira, a menina completou quatro anos e os avós paternos e os tios tentaram a todo o custo estar com a criança, mas acabaram por ser impedidos.

"Tentámos, por telefone, dar os parabéns à Adriana Inês. Foi-nos impedido o acesso a ela, mesmo ao telefone. E assim se passará mais um dia, em que uma avó ou avô não tem acesso à sua querida neta", escreveu Modesto Mendes, irmão de Cláudio, no Facebook.

Recorde-se que, na acusação do MP, Ferreira da Silva está acusado de ter premeditado a morte do ex-genro uma semana antes. 

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