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Artigo exclusivo

Juízes querem penas mais duras para rede que escravizou imigrantes

Sete arguidos foram condenados a penas entre os três e os nove anos de prisão por explorarem centenas de imigrantes que trabalhavam como se fossem escravos.

20 de julho de 2026 às 01:30

Em janeiro deste ano, o tribunal de Beja condenou a penas de cadeia – entre os três e os nove anos - sete arguidos que durante anos exploraram centenas de imigrantes, obrigando-os a trabalhar na agricultura como se fossem escravos. Vítimas oriundas do Leste Europeu, Peru, Colômbia, Venezuela e Marrocos eram atraídas com falsas promessas de trabalho, com direito a casa, alimentação e transporte, mas quando chegavam ao nosso País a realidade era muito diferente. Recebiam três euros à hora (trabalhavam normalmente 12 horas), comiam mal, viviam em casas degradadas e partilhavam quartos com pessoas desconhecidas, algumas deles eram forçadas a dormir no mesmo colchão.

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