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Correio da Manhã

Portugal
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Julgada violência no Cais do Sodré

Treze seguranças agridem 30 clientes de bares. Um foi baleado.
Carolina Neto e Magali Pinto 5 de Abril de 2017 às 08:57
Rua Cor-de-rosa, no Cais do Sodré
Rua Cor-de-rosa, no Cais do Sodré FOTO: Pedro Catarino
Quase 30 clientes de bares no Cais do Sodré violentamente agredidos às mãos de seguranças – um dos quais atingido a tiro, apanhado por uma bala perdida durante uma rixa. Foi por estes crimes, de ofensas à integridade física e segurança ilegal, que 13 homens começaram na terça-feira a ser julgados, em Lisboa. Os factos visam os anos de 2009 a 2011.

Na primeira sessão de julgamento, à qual compareceram 12 dos arguidos, apenas um quis prestar declarações – todos os outros ficaram em silêncio. Vítor Soares, na altura porteiro do bar Menage, afirmou que só se defendeu de provocações e agressões físicas que sofrera por parte dos clientes e negou qualquer contacto via rádio com os outros seguranças da zona acusados dos mesmos crimes, com o intuito de se ajudarem mutuamente na agressão às pessoas com quem se iam desentendendo.

Afirmou, ainda, conhecer todos os arguidos presentes na audiência unicamente devido ao facto de trabalharem todos na mesma zona na altura da ocorrência dos crimes. Sentado também no banco dos réus esteve o brasileiro Marcos Camargo, já condenado e a cumprir 21 anos de prisão pelos crimes de violência doméstica e homicídio qualificado da própria mulher, dentista, com recurso a uma faca de cozinha, em maio de 2014. Também este preferiu não prestar quaisquer declarações.

Os treze seguranças são acusados de dezenas de crimes de ofensas à integridade física, simples e qualificada e respondem, alguns deles, por detenção de arma proibida.
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