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Correio da Manhã

Portugal
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Julgado por execução à porta de discoteca

Jovem de 22 anos disparou 14 vezes contra segurança e obrigou amigo a atropelar o cadáver.
Paula Gonçalves 28 de Março de 2018 às 01:30
Júnior Souza
Junior Souza
Polícia no cenário do crime a 8 de janeiro de 2017. Corpo da vítima estendido na estrada
Júnior Souza
Junior Souza
Polícia no cenário do crime a 8 de janeiro de 2017. Corpo da vítima estendido na estrada
Júnior Souza
Junior Souza
Polícia no cenário do crime a 8 de janeiro de 2017. Corpo da vítima estendido na estrada
"Vai fundo, passa por cima". A ordem foi dada por Júnior Souza, jovem brasileiro de 22 anos, ao amigo que conduzia o carro depois de ter disparado 14 tiros contra o segurança de uma discoteca em Coimbra. Ismaiel Soares, conhecido por ‘Isma’, assassinado a 8 de janeiro de 2017 à porta da Avenue Club, estava já inanimado no chão quando o atirador obrigou o amigo, sob ameaça de arma, a passar-lhe com o carro por cima.

Um ano e dois meses depois do brutal homicídio, o julgamento está marcado para 24 de abril no Tribunal de Coimbra. Além de Júnior Souza é também arguida a namorada, Thaís Abreu, 23 anos, que antes dos disparos agrediu no interior da discoteca a gerente com uma soqueira. Foi após essa agressão que ocorreu o homicídio. Segundo a acusação, a jovem foi pedir satisfações por numa ocasião anterior o namorado ter sido proibido de ali entrar.

O segurança retirou-lhe a soqueira e o casal deixou o estabelecimento. Mas voltou pouco depois, pelas 07h40. A acusação refere que foram a casa de um amigo, que é também arguido por detenção de arma proibida, buscar um revólver. Já armado, Júnior Souza fez os primeiros disparos a partir do carro conduzido pelo amigo. O condutor arrancou, mas foi ameaçado com a arma e obrigado a regressar.

Júnior Souza queria certificar-se de que Ismaiel "estava morto". Encontrou a vítima caída no chão e, ignorando os apelos da namorada do segurança para que não voltasse a disparar, o arguido executou-o com vários tiros antes de fugir do local. Acabou preso pela PJ.

PORMENORES 
Família ajuda
Com a ajuda do padrasto, acusado de favorecimento pessoal, o suspeito fugiu para Viseu e para Espanha, onde foi detido a 25 de janeiro. A arma ficou com a mãe e padrasto, que a atiraram ao Mondego.

Atingida num pé
A namorada do segurança assassinado também foi atingida num pé por um disparo que o arguido fez depois de executar Ismaiel Soares com vários tiros. A arma do crime nunca foi encontrada.

Amigo com medo
O amigo do arguido que conduziu o carro nessa madrugada vai ser ouvido em julgamento por videoconferência. Foi requerido pelo Ministério Público para que "se sinta em segurança e com total liberdade".
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