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Correio da Manhã

Portugal
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Julgado por soco fatal após festa do Europeu

Agrediu sexagenário que saiu em defesa de um sobrinho. Vítima morreu 14 dias depois.
Ana Isabel Fonseca 26 de Dezembro de 2017 às 08:36
Arguido esteve a celebrar vitória no Europeu de 2016 nos Aliados e agrediu vizinho, em Matosinhos, ao voltar para casa
Tribunal de Matosinhos
Tribunal de Matosinhos
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Arguido esteve a celebrar vitória no Europeu de 2016 nos Aliados e agrediu vizinho, em Matosinhos, ao voltar para casa
Tribunal de Matosinhos
Tribunal de Matosinhos
Tribunal de Matosinhos
Arguido esteve a celebrar vitória no Europeu de 2016 nos Aliados e agrediu vizinho, em Matosinhos, ao voltar para casa
Tribunal de Matosinhos
Tribunal de Matosinhos
Tribunal de Matosinhos
Luís Silva, de 29 anos, regressava a casa, em Matosinhos, na manhã de 11 de julho de 2016, após ter passado a noite a festejar, nos Aliados, a vitória de Portugal no Europeu de futebol. Na rua, iniciou uma discussão com um vizinho, que foi socorrido pelo tio. Manuel Santos, de 68 anos, tentou que os ânimos se acalmassem, mas Luís desferiu-lhe um murro na cara. A vítima caiu desamparada e bateu de forma violenta com a cabeça no chão. Morreu 14 dias depois no hospital.

O arguido está agora acusado pelo Ministério Público (MP) de um crime de ofensas à integridade física agravadas pelo resultado. Começa a ser julgado no início do próximo ano, no Tribunal de Matosinhos.

A acusação revela que o sobrinho e outros familiares da vítima encontravam-se, no dia do crime, já na rua, uma vez que iriam todos acampar para Vouzela. Manuel tinha ido comprar os jornais e foi nessa altura que Luís apareceu e iniciou uma discussão fútil com o sobrinho daquele. Quando regressou para junto da família, Manuel deu conta do que se estava a passar e foi nessa altura agredido. "O arguido, ao desferir o murro na cara da vítima, podia e devia ter previsto a possibilidade de o mesmo vir a sofrer lesões que lhe viessem a causar a morte", refere a acusação.

Luís Silva encontra-se a trabalhar na Suíça e nega ter cometido o crime, apesar de existirem várias testemunhas da situação. A família da vítima mortal pede uma indemnização de quase 175 mil euros.
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