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Correio da Manhã

Portugal
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Julgados por burlar idosa em 500 mil euros

Vizinhos provocaram estado de confusão mental na vítima com medicamentos.
Ana Luísa Nascimento e Sara G. Carrilho 23 de Abril de 2015 às 15:44
Ana Cristina Venâncio, responsável da Segurança Social, é arguida no processo, que está a ser julgado no tribunal de Cascais
Ana Cristina Venâncio, responsável da Segurança Social, é arguida no processo, que está a ser julgado no tribunal de Cascais FOTO: Vítor Mota
Graciete Nunes, viúva de um oficial da Marinha, sem filhos, vivia sozinha na Parede, Cascais. Rosa e Fernando Romana eram seus vizinhos e, a partir de 2004, aproximaram-se da idosa, então com 75 anos. Segundo o Ministério Público, o casal ter-se-á apropriado, entre agosto de 2004 e março de 2005, de cerca de 500 mil euros em certificados de aforro e levantamentos de dinheiro.

Rosa e Fernando são acusados de terem conduzido a idosa a um estado de confusão mental provocado por sobredosagem de medicamentos, antidepressivos e tranquilizantes.

Estão agora a ser julgados, em Cascais, por crimes de ofensa à integridade física, sequestro, abuso de confiança, burla agravada e furto qualificado. Em julgamento, está também a diretora-adjunta da Segurança Social do Porto, Ana Cristina Venâncio, que à data era coordenadora em Cascais e acompanhou o caso da idosa.

Inicialmente, não foi pronunciada, mas acabou por chegar a julgamento, acusada de também ter ficado com dinheiro depois de ter pago mensalidades em atraso, no valor de 11 mil euros, ao lar da Cáritas onde estava Graciete Nunes. Responde por abuso de confiança, mas nega o crime. "A minha cliente é inocente. Só tentou ajudar a assistente [Graciete]. Nem tinha acesso a cadernetas bancárias da senhora", disse ao CM o advogado Miguel Matias.
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