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Correio da Manhã

Portugal
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Ao minuto Atualizado às 18:18 | 24/02

Inspetor da PJ diz que ex-namoradas atuaram juntas para ficar com dinheiro de Diogo

Arguidas, ex-namoradas que viviam como um casal, são julgadas por vários crimes, entre eles, homicídio qualificado.
Correio da Manhã 24 de Fevereiro de 2021 às 09:23
Maria Malveiro
Mariana Fonseca
Inicio do julgamento no tribunal de Portimão das duas homicidas que estão acusadas de terem assassinado Diogo Gonçalves
Inicio do julgamento no tribunal de Portimão das duas homicidas que estão acusadas de terem assassinado Diogo Gonçalves
Inicio do julgamento no tribunal de Portimão das duas homicidas que estão acusadas de terem assassinado Diogo Gonçalves
PSP reforça segurança do tribunal de Portimão no julgamento de ex-namoradas
PSP reforça segurança do tribunal de Portimão no julgamento de ex-namoradas
Maria Malveiro
Mariana Fonseca
Inicio do julgamento no tribunal de Portimão das duas homicidas que estão acusadas de terem assassinado Diogo Gonçalves
Inicio do julgamento no tribunal de Portimão das duas homicidas que estão acusadas de terem assassinado Diogo Gonçalves
Inicio do julgamento no tribunal de Portimão das duas homicidas que estão acusadas de terem assassinado Diogo Gonçalves
PSP reforça segurança do tribunal de Portimão no julgamento de ex-namoradas
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Maria Malveiro
Mariana Fonseca
Inicio do julgamento no tribunal de Portimão das duas homicidas que estão acusadas de terem assassinado Diogo Gonçalves
Inicio do julgamento no tribunal de Portimão das duas homicidas que estão acusadas de terem assassinado Diogo Gonçalves
Inicio do julgamento no tribunal de Portimão das duas homicidas que estão acusadas de terem assassinado Diogo Gonçalves
PSP reforça segurança do tribunal de Portimão no julgamento de ex-namoradas
PSP reforça segurança do tribunal de Portimão no julgamento de ex-namoradas
Maria Malveiro de 20 anos e Mariana Fonseca 24 começam a ser julgadas esta terça-feira no Tribunal de Portimão pelos crimes de homicídio qualificado, profanação de cadáver, dois crimes de acessos ilegítimo, um de burla informática, roubo simples e uso de veículo.

As ex-namoradas, uma enfermeira e uma segurança, são suspeitas de terem matado um jovem, em março de 2020, no Algarve, a quem tentaram extorquir dinheiro que tinha recebido de indemnização pela morte da mãe.

As arguidas podem ser condenadas a 25 anos de cadeia.
Ao minuto Atualizado a 24 de fev de 2021 | 18:18
17:56 | 24/02
Rui Pando Gomes

Termina a sessão em tribunal

A primeira sessão termina, numa altura em que ainda falta ouvir pelo menos seis testemunhas.

À saída o advogado de Mariana falou da questão do sedativo: É preciso saber quem é que tinha, vamos ver".  O advogado falou ainda sobre as perícias da PJ à garagem onde terá tido lugar o desmembramento do corpo: "Entendo que a perícia à garagem, ao que parece, ou não foi feita ou foi feita de maneira especial que não resultou em nada".

Marian ainda deverá ser ouvida na segunda-feira para explicar as contradições. "O amor acabou. Só ouvimos uma parte, os factos, quaisquer que sejam, praticamente não há uma única testemunha", disse o advogado.

Tânia Reis, advogada de Maria Malveiro, falou do indeferimento do requerimento da defesa de Maria, sobre a presença do consultor forense, adiantando que vai interpor requerimento no Tribunal da Relação.

17:55 | 24/02
Rui Pando Gomes

Diogo "só falava da Maria", revela testemunha

Fala agora Paulo Monteiro, na qualidade de testemunha (a quarta de dez). Diogo viveu na sua casa durante algum tempo, conta em tribunal. 

Paulo Monteiro diz que Diogo "só falava da Maria" e revela que, no dia do crime, esteve com ele de manhã, antes de seguir para Lisboa com a companheira. Conta que falou com ele perto da hora de almoço e que Diogo "estava estranho".
17:29 | 24/02
Rui Pando Gomes

Colega de trabalho de Diogo diz que estranhou mensagem em que o tratou por "senhor"

Fala agora em tribunal Bruno Miguel Monteiro, colega de trabalho de Diogo num hotel do Algarve, ouvido enquanto testemunha (a terceira).

Bruno diz que Diogo lhe contou que tinha algum afeto por Maria e que, na semana do crime, "andava muito eufórico e contente". Diogo tinha pedido a quinta e sexta-feira no trabalho, recorda o colega, mas depois nunca mais atendeu o telefone.

Depois, Bruno conta que recebeu uma mensagem do número de Diogo em que o chamava "senhor Bruno" e diz que estranhou, porque Diogo nunca o tratava por 'senhor'.

A testemunha, chefe do jovem, diz que havia uma quantidade de chamadas feitas pelo telemóvel da vítima  para Maria Malveiro. Decreve Diogo como "um excelente profissional" e diz que se notava que sofria pela ausência da mãe, recordando que esta foi atropelada mortalmente e que o pai de Diogo sofreu o AVC.

Diz a testemunha que Diogo gostava de música e que tinha comprado um baixo pouco tempo antes do desaparecimento.
17:01 | 24/02
Rui Pando Gomes

Diogo contou a amigo que tinha recebido indemnização pela morte da mãe

Fala em tribunal, na condição de testemunha, outro amigo de Diogo Gonçalves. David Correia, amigo próximo da vítima, conta que foi a casa dele aquando do desaparecimento e que "tinha muitas coisas embaladas orque ia mudar de casa". Conta que o diretor do hotel onde Diogo trabalhava disse que a vítima tinha sido assassinada.

David Correia diz que Diogo falou com ele sobre a indemnização que tinha recebiodo pela morte da mãe, descrevendo-o como "uma pessoa simples e humilde".

A testemunha diz que o amigo "tinha uma paixão por carros" e revela que sabia que estava interessado em Maria que, descreve David Correia "era mais alta do que o Diogo e andava no ginásio". Diz ainda que Diogo era "uma pessoa muito ligada à mãe", pelo que sofreu após a sua morte. Disse-lhe que recebeu cerca de 80 mil euros de indemnização pela morte da progenitora.

Antes de sair do tribunal, conta que Diogo lhe disse que ia ter um encontro, mas que nunca revelou com quem.
16:29 | 24/02
Rui Pando Gomes

Amigo de Diogo diz que recebeu mensagens do telemóvel do jovem a dizer que ia para França

Fala agora a segunda testemunha, Fábio Costa, um dos melhores amigos da vítima, Diogo Gonçalves. O procurador Miguel Teixeira questiona o jovem, que conhecia Diogo porque ambos trabalharam juntos em Albufeira.

Relatou que, antes do crime, Diogo vivia na casa da mãe da testemunha. Após Diogo ser morto, revela que recebeu mensagens que "não pareciam ser dele", dizendo que ia viver para França. O amigo de Diogo diz que soube do desaparecimento do jovem pela televisão.

A testemunha confirma em tribunal que Diogo estava interessado em Maria Malveiro. Diz que o amigo lhe contou que tinha conhecido Maria e que tinham saído juntos, que passeavam, almoçavam e jantavam juntos.

Fábio Costa conta que se recorda que Diogo queria comprar uma casa com o dinheiro da indemnização pela morte da mãe e que começou a procurar um mês antes da morte. Descreve que o amigo era "responsável e trabalhador" e que "tinha os objetivos de vida definidos". Recorda-se que Diogo chegou a instalar um rádio no carro de Maria.
15:21 | 24/02
Rui Pando Gomes

Nuno Miguel Nunes, inspetor da PJ, vai ser ouvido

O inspetor da Polícia Judiciária, Nuno Miguel Nunes, começa a ser ouvido na condição de testemunha.

Nuno Miguel Nunes refere que apareceu um carro abandonado na zona de Sagres e que no dia seguinte uma cabeça foi encontrada em Tavira. Na altura foi realizada uma reconstituição dos factos nos locais onde DIogo foi morto e no local onde o corpo foi esquartejado.

O inspetor descreve que Mariana sempre colaborou com Maria e que o corpo foi esquartejado na presença de ambas.

A PJ seguiu o rasto do dinheiro da conta de Diogo e concluiu que as arguidas realizaram vários levantamentos e transferências para as suas contas. O inspetor considera que a participação foi de ambas e que as duas se queriam apoderar do dinheiro da indemnização.
15:12 | 24/02
Rui Pando Gomes

Arguidas regressam a tribunal

As arguidas, ex-namoradas, já regressaram ao tribunal de Portimão. Estão separadas por 10 cadeiras.

Maria olhou fixamente para Mariana mas esta ignorou-a.
13:12 | 24/02
Rui Pando Gomes

Pausa no julgamento para almoço

O julgamento conta agora com uma pausa para almoço. As arguidas vão ser transportadas para a cadeia de Silves, onde vão almoçar.
13:10 | 24/02
Rui Pando Gomes

Maria regressa à sala do tribunal

Maria regressa agora à sala do julgamento após Mariana falar. A juíza conta agora a Maria o que Mariana disse.

Antes disso, a advogada de Maria, Tânia Reis, levantou a questão a Mariana se não podia ter denunciado o que estava a acontecer a alguém da família. Mariana respondeu que o pai era GNR e podia ter denunciado mas não a queria entregar.
12:47 | 24/02
Rui Pando Gomes

Advogada questiona sobre contas bancárias

A advogada Tânia Reis faz várias perguntas sobre as contas bancárias e se as ex-namoradas tinham acesso às contas uma da outra.

Mariana diz que não tinham acesso e que Maria só pagava Netflix e, por vezes, comida. A jovem diz que não sabia quanto dinheiro Maria tinha na conta.

Sobre se já planeavam uma viagem juntas, Mariana refere que viviam "numa bolha cor de rosa e que queríamos fazer uma viagem".
12:28 | 24/02
Rui Pando Gomes

Testemunhas dispensadas para a tarde

Estão indicadas 10 testemunhas para serem ouvidas. Todas estas testemunhas vão prestar o seu depoimento da parte da tarde.
12:25 | 24/02
Rui Pando Gomes

Procurador questiona nova versão

O procurador questiona Mariana sobre o porquê de estar a apresentar uma versão diferente daquela que tinha apresentado no interrogatório com as autoridades.

A arguida diz que se lhe apresentarem as diferenças que as pode explicar.
12:23 | 24/02
Rui Pando Gomes

Corpo desmembrado e atirado de arriba

Depois de Maria revelar que ia desmembrar o corpo, Mariana disse-lhe que não queria ver. 

A juíza perguntou porque a deixou fazer aquilo mas Mariana disse que não esteve na garagem. Mariana disse apenas que se limitou a ir com ela porque Maria começou a dizer que já não a amava.

Mariana disse que os dedos de Diogo e os telemóveis foram atirados de uma arriba. 

A jovem estava a prestar cuidados no hospital quando acabou por ser detida pelas autoridades.
12:08 | 24/02
Rui Pando Gomes

Mariana diz que acha que Maria a tentou matar

Mariana revelou em tribunal que, enquanto dormiam juntas na noite após o crime, Maria lhe apertou o pescoço com os braços.

"Disse que teve um pesadelo mas eu acho que me queria matar", diz Mariana.

A jovem contou ainda que Maria usava os dedos que tinha cortado a Diogo para aceder ao telefone e fazer transferências por MB Way para as suas contas. "Disse-lhe que não queria o dinheiro na minha conta", referiu.

As duas foram depois às compras e terá sido aí que Maria adquiriu um cutelo, mas pediu para que não ficasse registado. Maria disse então a Mariana que ia desmembrar o corpo mas a jovem "não quis ver".
11:58 | 24/02
Rui Pando Gomes

A morte de Diogo e o que se passou de seguida

Depois de confirmarem que Diogo estava morto, Maria terá então questionado Mariana se ainda a amava e se a podia ajudar. Segundo Mariana, Maria colocou o corpo de Diogo num cobertor e levou-o enqunato ela limpava a sala.

Maria procurou os códigos para desbloquear o telemóvel mas como não os encontrou acabou por cortar os dedos de Diogo, guardando-os depois num envelope.

De seguida, Maria foi buscar o carro do jovem e transportou o corpo com uma cadeira que estava na secretária. "Fiquei a olher e sei que foi uma atitude horrível", disse Mariana.

A jovem seguiu de carro atrás da namorada e deixou mesmo a viatura ir várias vezes abaixo. Depois, as duas foram ver televisão. Já no quarto, Maria disse que se tinha descontrolado. Mariana ainda perguntou se tinha sido um jogo sexual, mas Maria disse que "era com ela".

Terá sido só depois de todo o crime que Maria contou a Mariana que Diogo tinha muito dinheiro na conta.
11:41 | 24/02
Rui Pando Gomes

Mariana explica envolvimento no crime

Mariana revela que Maria a apresentava a todas as amigas mas não dizia a toda a gente que gostava de mulheres. Maria não apresentava Mariana aos amigos. 

No dia do crime, Mariana diz que ficou no carro enquanto Maria foi ter com Diogo. Segundo a jovem, Maria saiu aflita de casa a pedir a ajuda de Mariana.

"Quando entrei ele estava inconsciente no chão", revelou Mariana. "Estava preso a uma cadeira caído", acrescenta a jovem que diz ter ficado em pânico e aflita.

Maria pediu depois a Mariana para ver se Diogo ainda estava vivo. "Vi se tinha pulso e comecei a fazer compressões e fiz reanimação", revelou a jovem.

Mariana diz que quando Diogo se levantou, depois da reanimação, a empurrou e aí terá entrado Maria que lhe voltou a aplicar um golpe de asfixia. "Maria disse-me para sair da sala. Só ouvi sons de uma luta entre eles os dois", garantiu.

A jovem diz que quando voltou à sala, Diogo já estava novamente inconsciente no chão. "Ele começou a ficar pálido e estava morto. Não estava na minha plena consciência, fiquei assustada", confessa.
11:19 | 24/02
Rui Pando Gomes

Mariana fala em tribunal e diz que não é culpada

Mariana já fala em tribunal e a advogada de defesa pediu para a ex-namorada sair da sala para a jovem falar.

Mariana, ex-enfermeira do hospital de lagos, diz que não é culpada pela morte de Diogo e está disposta a esclarecer tudo.

A jovem avança que só soube do dinheiro após a morte de Diogo e que é mentira que as duas jovens tivessem combinado um plano. "Não havia plano", atirou Mariana.

Segundo Mariana, Maria disse que queria ir a casa do Diogo porque ele ia meter-lhe colunas no carro. A jovem esclareceu ainda que nunca tinha visto o medicamento usado no crime e que as abraçadeiras estavam sempre no carro. Mariana revelou ainda que a faca que terá sido utilizada no crime era um objeto de defesa de Maria, porque esta trabalhava à noite.

Mariana afirma que não retirou ampolas do hospital.
10:59 | 24/02
Rui Pando Gomes

Maria baixa a cabeça ao ouvir pormenores do crime macabro

Maria ouve os pormenores do crime que constam na acusação e baixa a cabeça quando a juíza começa a descrever o corte do corpo de Diogo.

A jovem que assumiu ter-se inspirado numa série violenta está a tremer e mostra-se emocional em pleno tribunal.
10:51 | 24/02
Rui Pando Gomes

Dedos cortados e colocados em envelope

Depois de deixarem Diogo inconsciente, as agressoras cortaram os dedos polegar e indicador ao jovem e colocaram-nos dentro de um envelope.

O corpo de Diogo foi transportado para o carro dele e as jovens procederam à limpeza da casa.

Foi nessa altura que as arguidas se apropriaram dos cartões de crédito e débito de Diogo. 

As duas jovens conduziram o carro com Diogo morto no interior e fizeram vários levantamentos no multibanco. Depois foram dormir e deixaram o corpo de Diogo na bagageira.

No dia seguinte, fizeram mais duas transferências bancárias.
10:48 | 24/02
Rui Pando Gomes

A indemnização e o plano do crime

A juíza já começou a ler o despacho de pronúncia. Na altura do crime, Mariana trabalhava no Hospital de Lagos.

Maria teve conhecimento da indemnização que Diogo tinha recebido pela morte da mãe e Maria combinou com Mariana um plano para executar o crime.

Foram até casa da vítima e levaram três ampolas de sedativos - roubadas do hospital -, abraçadeiras, fita cola e uma faca.

Maria colocou os sedativos no sumo de Diogo e seduziu-o. Foi amarrado com as abraçadeiras e aí entrou em ação Mariana, que tinha entrado entretanto na casa.

Maria aplicou um golpe mata-leão a Diogo e apertou-lhe o pescoço até ficar inconsciente. Mariana terá realizado um ato de reanimação mas Maria voltou a apertar o pescoço de Diogo até este ficar inconsciente. Mariana confirmou depois que Diogo não tinha sinais vitais.
10:28 | 24/02
Rui Pando Gomes

Coletivo de juízes presidido por Antonieta Nascimento

O coletivo de juízas é presidido por Antonieta Nascimento. As outras juízas são Stella Chou e Patricia Ávila.

Entretanto a sessão foi interrompida e as juízas saíram para analisar pedidos por parte dos advogados.
10:04 | 24/02
Rui Pando Gomes

Arguidas separadas

As arguidas estão separadas por seis cadeiras de diferença no Tribunal de Portimão. Maria e Mariana estão acompanhadas por quatro elementos dos serviços prisionais.
09:51 | 24/02
Tânia Laranjo e Rui Pando Gomes
As duas arguidas já chegaram no tribunal. Mariana Fonseca chegou acompanhada pelo advogado João grade dos santos.
09:21 | 24/02
Rui Pando Gomes
A pouco tempo de começar o julgamento, a PSP reforçou a segurança em redor do Tribunal de Portimão assim como no interior.
Maria Malveiro Mariana Fonseca Tribunal de Portimão crime lei e justiça justiça e direitos
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