Barra Cofina

Correio da Manhã

Portugal
7

Julgamento de tiroteio com alta segurança

Nove pessoas ficaram feridas após confrontos em 2008. Quatro arguidos acusados de motim.
27 de Março de 2014 às 18:36
José Fernandes (à esquerda) foi identificado no vídeo amador a disparar com os dois filhos
José Fernandes (à esquerda) foi identificado no vídeo amador a disparar com os dois filhos FOTO: Sérgio Lemos

Em julho de 2008, só a chegada da PSP ao bairro Quinta da Fonte pôs fim ao intenso tiroteio entre a comunidade cigana e africana, do qual resultaram nove feridos. Ontem, no início do julgamento no Tribunal de Loures, para prevenir quaisquer desacatos, a PSP marcou presença em força. Curiosamente, alguns dos elementos das comunidades cumprimentaram-se antes de entrarem na sala de audiência. Quatro estão acusados de motim e 10 de detenção de arma proibida.

Os quatro elementos da família Fernandes optaram por não falar ao coletivo de juízes. Na altura do tiroteio, um vídeo amador transmitido pelos canais de televisão captou três dos elementos da família, José e dois filhos, a disparar na direção dos rivais africanos. São os únicos acusados de participação em motim armado.

Os restantes defendem-se do crime de detenção de arma proibida. Entre eles estão os dois detidos em flagrante delito na operação. Ricardo Maia e Zeferino - este está preso no âmbito de outro processo - que se barricaram numa casa depois de terem sido abordados pela PSP. No hall do prédio deixaram duas caçadeiras.

Os arguidos acusados de detenção de arma negaram ser os donos dos bastões, matracas, facas de mato e munições encontrados dentro de casa. Um dizia que tinha um machado, mas que era usado pela mãe para "cortar porcos". O julgamento prossegue a 9 de abril.

PSP julgamento tiroteio segurança Loures bairro feridos
Ver comentários