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Correio da Manhã

Portugal
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Júlio César com 1,18

O actor Júlio César, que na madrugada de sábado foi interceptado ao volante por uma operação da PSP, na zona de Cascais, acusou uma taxa de alcoolemia de 1,18 gramas – e não 1,8 como, por lamentável lapso, o CM publicou na edição de ontem. A Júlio César, e aos leitores, aqui fica o nosso pedido de desculpa.
3 de Julho de 2006 às 00:00
A diferença entre 1,18 e 1,8 não é de somenos: acima de 1,2, como diz o Código da Estrada, o condutor incorre em crime – e ficaria imediatamente detido na esquadra até ser levado a Tribunal na manhã seguinte. Taxa de álcool acima de 0, 49 e abaixo de 1,2 é uma contra-ordenação grave, punida com coima entre 500 e 2500 euros mais pena acessória de inibição de conduzir de dois meses a dois anos.
Júlio César, director artístico do Casino Estoril, foi um dos 36 condutores que na madrugada do último sábado caíram nas malhas da operação da PSP. Duas centenas de agentes estiveram envolvidos nesta acção – que montou um verdadeiro cerco às estradas das zonas de Cascais e de Sintra.
O actor seguia ao volante de um ‘Smart’ e foi mandado parar cerca das 03h20. Acabara de sair do Casino Estoril. Soprou no ‘balão’ – e acusou 1,08. Mas este primeiro teste serve apenas para despiste. Foi conduzido à esquadra, onde foi submetido a novo teste, pela máquina calibrada que faz fé em Tribunal. Júlio César apresentou então a taxa de 1,18 gramas – e é este valor que conta.
A Polícia passou-lhe a coima pelo valor mínimo: 250 euros. O processo será agora enviado para a Direcção-Geral de Viacção para aplicação da pena acessória. Júlio César arrisca ficar sem carta por um período entre dois meses até dois anos. Pode apanhar pena suspensa.
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