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Correio da Manhã

Portugal
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JUNTA DE LEÇA REJEITA FECHO DA REFINARIA

“O encerramento da refinaria seria um descalabro económico para milhares de famílias, muitas delas de Leça, e provocaria o caos social em toda a zona, levando ao desespero toda a população da freguesia e arredores”.
18 de Setembro de 2004 às 00:00
Palavras de Pedro Andrezo Tabuada, presidente da junta de freguesia de Leça da Palmeira, durante o encontro com os jornalistas junto da marina, onde decorrem os trabalhos de limpeza do crude.
“O que mais nos preocupa é o facto de não sabermos quais as reais condições de segurança da refinaria, por isso exigimos o respeito restrito pelas normas de segurança e de protecção ambiental”, considerou o autarca, preocupado com a confusão e desorganização que reina sobre o assunto.
Perante a gravidade do acidente, os responsáveis da Junta de Freguesia reclamam a criação de uma comissão de acompanhamento da laboração da refinaria, da qual façam parte a junta, a câmara e associações ambientais.
Aqueles responsáveis foram peremptórios em não aceitar a hipótese que paira no ar de no lugar da refinaria surgirem, eventualmente, mega-projectos imobiliários.
“Para nós”, sublinhou Pedro Tabuada, “a haver uma solução, e por se tratar de um magnífico espaço, criar-se ali um parque biológico que acabasse com a agressividade urbana e industrial”.
Os autarcas locais estão ainda preocupados com os reflexos que o acidente possa ter nas obras de requalificação ambiental da marginal de Leça, uma obra ansiada pelos leceiros, que não toleram qualquer tipo de paralisação decorrente do acidente verificado na refinaria capaz de importunar os milhares de pessoas que no Verão afluem às praias de Leça da Palmeira.
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