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Correio da Manhã

Portugal

Justiça arresta hotel de Joe Berardo na Madeira

Processo movido pelos três bancos credores de Berardo continua a fazer mossa.
SÁBADO 26 de Julho de 2019 às 14:11
Joe Berardo
O Juízo Central Cível do Tribunal do Funchal decidiu esta semana o arresto do Monte Palace Tropical Garden, uma propriedade de 70 mil metros quadrados na esfera da Fundação Berardo. A notícia, que refere fontes judiciais não identificadas, está a ser dada pelo jornal ECO. 

O arresto acontece no contexto da batalha jurídica movida pela Caixa Geral de Depósitos, Novo Banco e BCP, que juntos são credores de cerca de 962 milhões de euros devidos por Berardo. É o terceiro arresto no espaço de um mês. No final de Junho, como a SÁBADO noticiou, a justiça arrestou um apartamento T5 na Avenida Infante Santo, em Lisboa, avaliado em 2,5 milhões de euros – e onde Berardo fica quando está em Lisboa. A SIC noticiou que também um apartamento na Lapa, avaliado em cerca de 1,5 milhões de euros, foi arrestado.

O arresto socilitado pelos credores garante que os bens de Berardo permanecem na sua esfera jurídica até ao momento da penhora. Segundo o ECO, o arresto do Monte Palace Tropical Garden, morada fiscal de Berardo, tem a ver com um processo metido pela Caixa no Funchal, relativo a dívidas de Berardo.

No site da propriedade explica-se que esta foi doada em 1988 pelo empresário madeirense à Fundação Berardo. "Foram assim criadas a
s condições para reunir as energias e os meios necessários para recuperar por completo os edifícios e o jardim que estavam abandonados desde 1945", refere o site oficial. "José Berardo e a sua esposa Carolina dedicaram-se pessoalmente a esta grande obra, acrescenta. No Monte Palace está uma parte da colecção de azulejos de Berardo, um museu, e um jardim com "uma abundante colecção de plantas exóticas, provenientes dos quatro cantos do mundo, juntamente com cisnes e patos, que povoam a lagoa central, pavões e galinhas, que circulam livremente", lê-se no site. 

Joe Berardo viu-se no meio de forte pressão política e mediática após a sua audição parlamentar, em Maio, na comissão de inquérito sobre a gestão da Caixa Geral de Depósitos. No seu estilo pouco reservado, Berardo revelou aí o esquema usado para diluir o acesso da Caixa à sua colecção de arte, dada indirectamente como garantia dos empréstimos. 

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