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Correio da Manhã

Portugal
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Justiça: Sindicato fala em adesão de 85 a 90%

O sindicato dos funcionários judiciais avançou que a adesão à greve geral desta quarta-feira, às 10h00, se situava entre os 85 e os 90 por cento, sendo "muitos" os tribunais em que chegou aos 100 por cento.
24 de Novembro de 2010 às 12:35
Justiça
Justiça FOTO: D.R.

Em comunicado enviado às redacções, o sindicato avança que a adesão foi de cem por cento em tribunais como Valença, Ponte da Barca, Amarante, Esposende,  Resende, S. João da Madeira, Barcelos, Régua, Lamego, Famalicão, Póvoa do  Lanhoso, Águeda, DIAP de Aveiro, Castelo Branco, Tribunal de Trabalho e Tribunal Administrativo de Viseu, Covilhã, Ministério Público de Oeiras, Benavente, Mafra, Cascais, Barreiro, Reguengos, Redondo, Santiago do Cacém, Beja, Olhão e Faro.  

No mesmo comunicado, o sindicato dos funcionários judiciais avança que no Palácio da Justiça a adesão foi de 93 por cento, estando três juízos cíveis e quatro varas cíveis encerrados.  

De acordo com o sindicato, por parte dos magistrados do Ministério Público, a adesão situa-se nos 87 por cento, e “muitos” tribunais encontram-se com serviços mínimos.

Quanto aos magistrados do Ministério Público que funcionam junto do Tribunal de Contas a adesão é de 100 por cento, enquanto que no Tribunal Constitucional dos quatro magistrados três estão em greve. 

O presidente do sindicato dos Magistrados  do Ministério Público, João Palma, avançou ainda que na Comarca do Baixo Vouga dos 58 magistrados 48 estão paralisados, no Tribunal da Relação do Porto 10 dos 13 magistrados aderiram ao protesto, enquanto que no Arquipélago da Madeira dos 22, 18 estão em greve.

O sindicato, segundo o seu presidente, Fernando Jorge, continua a actualizar os dados "embora com previsível dificuldade, atendendo ao elevado número de tribunais no País - cerca de 400 - e à dificuldade de contacto telefónico até porque a maioria dos telefonistas estão em greve".  

A CGTP e a UGT realizam esta quarta-feira uma greve geral conjunta contra as medidas de austeridade, anunciadas pelo Governo em setembro, que têm como objectivo consolidar as contas públicas, entre as quais os cortes de salários nos trabalhadores do Estado, o congelamento das pensões em 2011 e o aumento em dois pontos percentuais do IVA.   

Esta é a segunda greve geral marcada pelas duas centrais. A primeira realizou-se há 22 anos contra o pacote laboral.  

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