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Correio da Manhã

Portugal
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LADRÃO DE OURIVESARIA ABATIDO A TIRO PELA GNR

Um assalto à mão armada ocorrido ontem, cerca das 15h00, na Ourivesaria Clotilde, no Centro Comercial Doza, em Almancil, resultou na morte de um assaltante e em ferimentos graves noutro. Foi ainda baleado, com três tiros, um militar da Guarda Nacional Republicana local. Um terceiro ladrão fugiu num Peugeot 106 Rally, de cor branca.
27 de Abril de 2003 às 00:41
Os indivíduos, armados de pistolas calibre 9 mm e de uma pistola metralhadora tipo Uzi, entraram na ourivesaria, localizada num centro comercial daquela vila, quando a mesma se encontrava fechada para almoço. Os marginais - com cerca de 40 anos - partiram a montra da loja e já estavam na posse de três sacos com vários artigos em ouro quando foram surpreendidos pelos primeiros três militares da GNR a comparecer no local, poucos minutos após terem sido alertados.
O assaltante que morreu em resultado da troca de tiros com as forças de segurança, natural de São Brás de Alportel, já estava referenciado pela prática de vários assaltos à mão armada, assim como o homem que o acompanhava.
O ladrão ferido foi transportado para o Hospital de São José, em Lisboa, para ser submetido a uma cirurgia plástica à mão. O soldado da GNR foi ontem operado, tendo-lhe sido retiradas as três balas que tinha alojadas numa perna, ombro e costas.
Os marginais, que também terão utilizado no assalto um motociclo de 125 cc, entraram na ourivesaria com capacetes de viseira na cabeça, enquanto a proprietária da loja se encontrava noutro espaço do centro comercial a almoçar. A mulher, que entretanto se apercebeu do roubo e se aproximou do local, acompanhada do filho, chegou a ser ameaçada pelos assaltantes, que empunhavam as pistolas. O rapaz ficou em estado de choque ao reconhecer um dos assaltantes.
O local do roubo foi selado de imediato pelas forças policiais - GNR e Polícia Judiciária -, enquanto os populares se aglomeravam nas imediações do centro comercial e se queixavam da insegurança que sentem, cada vez mais, naquela vila do concelho de Loulé.
Alda Costa, de 52 anos, natural de Quarteira, estava no centro comercial na altura do assalto e diz que não ganhou para o susto. “Vim ao sapateiro levantar uns sapatos que estavam a arranjar, precisamente na loja em frente à ourivesaria, e no momento em que cheguei entraram os dois indivíduos, que começam a partir a montra da ourivesaria”, contou ao CM.
Alda Costa viu as armas, e a chegada da GNR, bem como assistiu ao tiroteio. “Isto parecia o faroeste!”, referiu, chocada com o que presenciou, acrescentando “ter estado no local errado e à hora errada”.
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