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Correio da Manhã

Portugal
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Ladrão violou menor

Uma menor de 15 anos foi violada sob ameaça de uma pistola por um dos três elementos de um gang que actuava no distrito da Guarda e que é também suspeito da prática de uma dezena de crimes de roubo em residências e sequestro.
30 de Abril de 2005 às 00:00
O elemento mais novo do gang é acusado de violar uma menor
O elemento mais novo do gang é acusado de violar uma menor FOTO: Santos Pereira
Os assaltantes, com idades entre os 17 e 30 anos, residentes na Guarda, estão em prisão preventiva desde quinta-feira, depois de terem sido detidos pela Polícia Judiciária (PJ) no final de uma investigação que durou vários meses e visava desfazer “este grupo organizado”.
Segundo um comunicado emitido ontem pela PJ, o gang “caracterizava-se pelo elevado grau de violência a que as vítimas eram submetidas”. Um exemplo deste comportamento, ao que o CM apurou, aconteceu na madrugada de 19 de Fevereiro, quando o assaltante mais novo violou uma adolescente.
A mãe da vítima, de 15 anos, recordou que estava ausente em França com o marido e o filho mais pequeno, quando, pelas 02h00, a filha lhe telefonou a contar o sucedido.
A menor estava no quarto a dormir quando foi surpreendida pelo suspeito M., de 17 anos, que terá entrado pela varanda. “Ele ameaçou-a com uma pistola [de calibre 6.35 milímetros] e violou-a. Depois, obrigou-a a ir buscar ouro, dinheiro que tínhamos em casa [1500 euros] e os telemóveis”, contou a mãe da vítima. Os restantes suspeitos esperaram pelo alegado violador num carro, no exterior da vivenda da família.
Outra das vítimas do gang foi uma mulher, de 82 anos, que, apesar de saber que os ladrões estão presos, ainda “teme represálias”. A idosa é proprietária de um estabelecimento comercial em St.ª Ana D’Azinha, na Guarda.
“Entraram dois, pediram uma bebida e disseram que tinham combinado com o patrão ir buscá-los ali. Fiquei preocupada, pois vi um carro branco, que devia pertencer ao grupo, a andar para trás e para diante”, lembrou ontem a idosa.
Entretanto, os suspeitos “foram à casa de banho e aproveitaram para desligar as luzes e fechar a porta da loja”. “Deitaram-me um gás na cara; um deles atirou-me depois ao chão e tapou-me a boca com a mão, para eu não gritar, enquanto o outro me roubou”, explicou a comerciante, que teve de ser assistida no Hospital da Guarda, devido aos ferimentos que sofreu.
'JÁ VOU DORMIR DESCANSADA!'
Alguns dos crimes foram cometidos pelo gang na área de Celorico da Beira, Sabugal, Fornos de Algodres e Trancoso, essencialmente contra “pessoas indefesas e agricultores”.
“São pessoas sem eira nem beira, oxalá que se mantenham presas durante muito tempo”, disse ontem uma das vítimas dos ladrões, que terão consumado pelo menos dez assaltos. “Ai os bandidos, já estão mesmo presos? Ainda bem, esta noite já vou poder dormir descansada!”, concluiu a mulher.
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