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Correio da Manhã

Portugal
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Ladrões apontam a táxis

Seis táxis foram assaltados e vandalizados na madrugada de ontem em vários pontos de Portimão, fazendo subir para 17 o número de viaturas de aluguer alvo dos gatunos no prazo de duas semanas e meia na cidade. A PSP de Portimão identificou já um suspeito, que o Correio da Manhã apurou ser um imigrante de Leste. As investigações prosseguem, uma vez que se pensa que mais indivíduos estejam implicados nos crimes, mas a PSP escusou-se a dar pormenores sobre o caso.
17 de Janeiro de 2007 às 00:00
Jorge Pinto mostra como os ladrões forçaram a porta do táxi que conduz
Jorge Pinto mostra como os ladrões forçaram a porta do táxi que conduz FOTO: Paulo Marcelino
A onda de furtos tem vindo a indignar os taxistas locais, muitos dos quais se manifestam perplexos pelo facto de os ladrões “se darem a tanto trabalho para quase nada”: “Custa a crer que estes actos tenham por único objectivo o furto, pois nós temos por hábito não deixar nada de valor dentro dos táxis”, disse ontem ao CM Guido Matos, de 52 anos, proprietário de uma das viaturas em causa, que ficou com a porta traseira bastante danificada.
“Fiquei com um prejuízo de cerca de 300 euros no táxi, que se soma ao resultante de ter de ficar vários dias parado, enquanto o carro estiver na oficina”, referiu o taxista, esclarecendo que, no seu caso, “nem sequer foram roubadas as moedas – no valor aproximado de 20 euros – que estavam dentro da viatura”.
Jorge Pinto, outro taxista cujo carro foi ‘visitado’ pelos ladrões, disse ao CM também “não saber o que pensar da situação”: “O meu táxi estava estacionado na Quinta das Oliveiras e os dos meus colegas em zonas como o Bairro Pontal, a Quinta da Malata e o Largo Gil Eanes. São locais distantes uns dos outros e é estranho que os gatunos andem a correr a cidade toda só para assaltarem táxis que não têm praticamente nada de valor lá dentro”, observou.
Filipe Fernandes, outro taxista que se deparou com o carro assaltado ontem de manhã, no Bairro Pontal, esclareceu que, no seu caso, os ladrões “levaram apenas um porta-moedas vazio”. Os taxistas acreditam que os furtos são da autoria de um grupo organizado, até porque para aceder ao interior dos táxis “é necessário um homem para pressionar a porta e outro para abrir o trinco”.
ONZE ALVOS DE FURTOS EM DEZEMBRO
Na última semana de Dezembro foram assaltados e vandalizados onze táxis em vários locais da cidade de Portimão, nomeadamente Vale Lagar, Quinta das Oliveiras, Cardosas e Cosofi. Algumas destas viaturas contam-se entre as que ontem voltaram a ser ‘visitadas’ pelos ladrões. Todos os furtos ocorreram durante a madrugada, utilizando os gatunos o mesmo ‘modus operandi’. Apenas de um dos táxis foi furtado dinheiro (cerca de 200 euros). Para José Carlos, presidente da TáxiArade, que tem 90 associados, a situação é “inadmissível”.
PORMENORES
ACTUAÇÃO
Em quase todos os táxis que foram ‘visitados’ pelos ladrões, o ‘modus operandi’ foi sempre o mesmo: introduzirem uma chave de fendas ou um ferro na porta traseira do carro e forçam-na, de forma a conseguir abrir o fecho e aceder ao interior da viatura.
GRUPO
Os taxistas não acreditam que os furtos e actos de vandalismo sejam obra de uma só pessoa: “Têm de ser várias, que se deslocam de carro para poderem chegar aos locais onde os táxis estão estacionados.”
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