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Correio da Manhã

Portugal
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Ladrões atacam bomba

Simplícia Mártires nunca mais esquecerá o desespero que sentiu quando viu a filha, de 24 anos, ser ameaçada com uma caçadeira de canos serrados. “Entreguei-lhes imediatamente o dinheiro” revelou ao CM a funcionária do posto de combustível da Avia, em Vila Nova de Cacela, assaltado anteontem à noite por três homens encapuzados que lhe roubaram cerca de 370 euros.
7 de Novembro de 2005 às 00:00
Simplícia Mártires foi obrigada a entregar a bolsa com o dinheiro aos assaltantes
Simplícia Mártires foi obrigada a entregar a bolsa com o dinheiro aos assaltantes FOTO: Raul Coelho
A Polícia Judiciária (PJ) de Faro está a investigar o crime, praticado cerca das 19h30 no concelho de Vila Real de Santo António, mas recusou prestar informações sobre o resultado das diligências em curso.
Os três indivíduos, que se deslocavam a pé, imobilizaram inicialmente o marido da funcionária do posto de combustível, que se encontrava casualmente no local, dentro do táxi de que é proprietário. “Só me dei conta do que estava a acontecer quando eles me taparam a cabeça com o blusão. De seguida puxaram-me para fora do carro e deitaram-me no chão” revelou ao CM José Mártires.
As agressões infligidas ao taxista chamaram a atenção da mulher e da filha do casal que se encontravam no interior do estabelecimento. Ao saírem foram ambas surpreendidas pelo trio encapuzado.
“O meu marido ainda deu um pontapé num dos homens mas não conseguiu imobilizá-lo. Um deles apontou logo a arma à minha filha enquanto o outro se dirigiu a mim exigindo-me o dinheiro que tinha na bolsa presa à cintura”, revelou Simplícia Mártires. Perante a ameaça a mulher entregou a bolsa com o dinheiro aos indivíduos, que fugiram a pé em direcção à EN125. As vítimas alertaram a GNR que se deslocou ao local prosseguindo as investigações a cargo da PJ de Faro.
DEIXARAM GORRO NO LOCAL
Um dos três indivíduos abandonou no local do crime o gorro com que tapava o rosto durante o assalto. A peça foi recolhida pelos inspectores da PJ de Faro, que estiveram no posto de combustível anteontem à noite.
Segundo as vítimas, os indivíduos são de origem africana, tendo em conta que, apesar de ocultarem o rosto, actuaram sem luvas: “Pela cor da pele devem ser africanos”, revelaram ao CM.
Os indivíduos chegaram a pé ao posto de combustível, localizado junto à antiga EN125, no interior da vila, mas a PJ está a diligenciar no sentido de apurar a participação de um quarto cúmplice no eventual apoio numa fuga de automóvel.
Este foi o terceiro assalto perpetrado contra aquele posto de combustível da Avia. O primeiro ocorreu há onze anos e o segundo verificou-se seis meses depois. Agora Simplícia Mártires receia pela sua segurança: “Já não estou descansada”, admite.
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