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Correio da Manhã

Portugal
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Lançou fogo a si própria

Funcionária bem posicionada na Segurança Social e de vida familiar estável, avisou em casa que ia só comprar medicamentos mas abandonou o carro junto à farmácia. Seguiu ontem a pé até ao jardim da Avenida da Quinta Grande, Alfragide, e regou o corpo com gasolina. Com cerca de 50 anos, imolou-se pelo fogo, morrendo carbonizada.
9 de Janeiro de 2008 às 00:00
A PSP de Alfragide recebeu às 12h45 o alerta para uma mulher de garrafa de plástico com gasolina e um isqueiro nas mãos, mas, assim que os agentes alcançaram o corpo com extintores, em pleno jardim, “já as chamas estavam apagadas e a senhora completamente carbonizada”, disse ao CM fonte policial.
A viatura do INEM chegou “praticamente ao mesmo tempo, mas também já nada podiam fazer” – a médica presente no local declarou o óbito às 13h05. A vítima ficou “irreconhecível” e não teria documentos – além da garrafa e isqueiro só foi possível recolher um par de sapatos.
O cadáver foi removido para o Instituto de Medicina Legal (IML) de Lisboa, para ser hoje autopsiado, e os agentes da PSP recolheram à esquadra – onde horas depois chegava a família, já à espera do pior.
A última pessoa a falar com a vítima, mãe de dois filhos, foi a irmã, também a viver na zona da Damaia. Disse que ia à farmácia mas deixou de atender o telefone e o carro só foi encontrado pela família mais tarde, quando alguém lhes contou da morte no jardim ali perto. “Ficaram chocados” com este desfecho mas o reconhecimento não lhes deixou dúvidas – era ela.
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